Seja bem-vindo(a), hoje é Quinta-feira, 22 de Novembro de 2018

Tipos de Câncer

É mais comum após os 40 anos. A recomendação é de realizar a mamografia anualmente a partir desta idade, porém, em caso de histórico familiar da doença, dependendo da idade de descoberta do tumor e do grau de parentesco é recomendável iniciar antes dos 40 anos, mas somente o médico poderá determinar cada caso. Antes desta idade a orientação da médica é a de realizar anualmente consultas com ginecologista para exame clínico das mamas pelo médico, exames preventivos e check-up. Qualquer tipo de tratamento adotados num câncer de mama depende do estadiamento da doença, localização de nódulos/tumores, tamanho e outros aspectos que somente com a avaliação clínica apoiada em exames específicos e complementares é possível determinar uma conduta médica.

Fonte: Dr. Joaquim Teodoro, mastologista e médico coordenador do Centro de Estudos do IBCC.

É o tumor maligno mais comum do homem após os 50 anos de idade. Vai acometer 1 em cada 7 homens durante a vida. Com o envelhecimento, aumenta mais ainda a chance de o homem desenvolver a doença.

Não existe uma causa para a doença. Mas sabemos que com o envelhecimento, ocorre uma maior chance de erros genéticos durante a proliferação celular, o que levará ao desenvolvimento do câncer. E muitas mutações estão associadas às famílias que possuem indivíduos com a doença. O tratamento é muito variável. Vai depender principalmente do estágio em que se encontra o tumor. Nos casos iniciais, nos quais a doença está restrita à próstata, o principal tratamento é cirúrgico (com a remoção completa da próstata e linfonodos) ou radioterápico. Nos casos avançados (quando a doença já acomete outros órgãos, como ossos, fígado, pulmões ou cérebro), não há mais a possibilidade de cura e o tratamento consiste em controle hormonal ou quimioterapia. E mesmo nesses casos de doença avançada, existem várias medicações que melhoram a qualidade de vida e aumentam a sobrevida do paciente.

Quanto mais avançada a idade, maiores as chances de desenvolver câncer de próstata. Abaixo dos 65 anos de idade, a chance é de 40/100.000 homens, enquanto que para a população acima de 75 anos, essa taxa pode chegar a 800 casos/100.000 homens. No entanto, quem mais se beneficia do tratamento, são os homens mais jovens ou que tenham expectativa de vida acima de 10 anos.

Nas fases iniciais, não há sintomas. Muitas vezes há confusão entre os sintomas urinários causados pela HPB (hiperplasia prostática benigna) que levam à dificuldade miccional com o câncer. Este, raramente, causa sintomas. No entanto, quando a doença está avançada, muitas vezes com metástases, pode ocorrer sintomas obstrutivos locais devido à compressão da uretra ou do ureter pelo tumor ou mesmo dores ósseas (principalmente na bacia e na coluna).

Fonte: Dr. Álvaro Bosco, urologista do IBCC

É preciso se atentar aos cuidados contra um tipo de câncer dos mais comum entre os brasileiros e que representa 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Apesar de a pele ser o maior órgão do corpo humano, são poucos aqueles que preocupam com a incidência dos raios de sol. Filtro solar é essencial para pessoas de pele clara quando expostas ao sol por um tempo mais prolongado, mas as pessoas de pele mais escura devem se proteger também. Em 2017, segundo o INCA, foram 181.430 novos casos.

Existem dois tipos de câncer de pele, os não-melanoma e os melanomas. Os não-melanoma representam 94% do total dos casos de câncer de pele e os dois tipos mais comuns são o basocelular (carcinoma de células basais) e o espinocelular (carcinoma de células escamosas). Estes acontecem quando há exposição crônica ao sol e atinge mais pessoas de pele e olhos claros e adultos acima de 40. Tem um índice elevado, mas se tratado precocemente o percentual de cura. Já o melanoma é um tipo menos frequente, tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença.

Fonte: Dr. Aldo Toschi, dermatologista do IBCC

O câncer mais comum na região de cabeça e pescoço, com exceção dos tumores da glândula tireoide e dos carcinomas de pele, esses associados, especialmente, à exposição solar, é o carcinoma epidermóide da superfície mucosa que reveste todo o trato aéreo-digestivo alto (boca, língua, faringe, laringe – garganta). Existem também casos menos frequentes, de tumores nas cavidades nasais e seios da face.

Mais frequente entre os homens, os cânceres de boca e laringe ocupam os 5º e 8º lugares, respectivamente, em incidência no Brasil, representando 5,2% e 3,0% dos casos de câncer entre os indivíduos do sexo masculino. No entanto, ao somarmos as incidências dos tumores dessas duas localizações, o carcinoma de cabeça e pescoço migra para a 2ª posição, ficando atrás somente do câncer de próstata. Entre as mulheres, é o carcinoma da glândula tireoide que tem maior destaque, sendo cerca de três vezes mais frequentes entre elas. Os cânceres de boca e de laringe são responsáveis por 2% (12º lugar) e 0,5% (17º lugar), respectivamente, entre os indivíduos do sexo feminino.

Embora haja uma tendência de redução da incidência do câncer de laringe, as taxas dos tumores de boca e faringe estão praticamente estáveis. O câncer de tireoide, entretanto, têm sofrido acréscimos significativos, também entre os homens.

Os tumores da boca podem envolver a língua, a gengiva, o revestimento da bochecha, o palato (céu da boca). Qualquer lesão nessas regiões, sejam avermelhadas ou esbranquiçadas, devem ser investigadas se permanecerem por mais de três semanas, mesmo quando não dolorosas ou sangrantes ao toque. Outros sinais são a sensação de língua “presa”, com dificuldade à sua movimentação, que pode ser um dos sinais de lesões da base da língua (a parte de trás do órgão). Rouquidão ou alteração do timbre de voz; dor ou dificuldade ao engolir; falta de ar e escarros sanguinolentos podem ser manifestações de tumores na garganta (faringe e laringe-órgão da voz). Nódulos no pescoço e emagrecimento são indícios de doença mais avançada

Fonte: Dra. Beatriz Cavalheiro, médica do IBCC especialista em Cabeça e Pescoço

Neoplasia do colo uterino é a segunda neoplasia mais comum em nosso país. Acomete principalmente mulheres na quarta e quinta décadas de vida. Há uma estimativa de 17.000 novos casos/ano com taxa de mortalidade em torno de 5400 casos. Trata-se de doença diretamente relacionada ao HPV vírus sexualmente transmissível. A vacina contra HPV vírus foi incorporada ao calendário em 2014 para meninas de 9 a 14 anos o exame preventivo (Papanicolau) realizado anualmente a partir dos 25 anos de idade continua sendo a maneira mais eficaz de rastreio de lesões pré-cancerígenas para que o médico possa atuar.

A manifestação clínica costuma apresentar-se como sangramento nas relações sexuais, corrimento e dor pélvica. O tratamento da neoplasia de colo uterino depende do estágio em que se encontra a doença, englobando cirurgia ou radioterapia concomitante a quimioterapia.

Dra. Vivian Sartorelli – Ginecologista Oncológica - Médica assistente IBCC

Neoplasia de endométrio é a principal causa de mortalidade por neoplasia do trato genital feminino em países desenvolvidos. A incidência no Brasil é baixa porém esse número está aumentando principalmente relacionado a obesidade e exposição prolongada a uso de estrogênios. Normalmente acomete mulheres na sexta década de vida cuja principal manifestação clínica é sangramento pós menopausa. Não existe um método para rastreamento da doença porém todas mulheres com sangramento pós menopausa e sangramento uterino anormal na pré-menopausa devem ser investigadas.

O tratamento é cirúrgico na maioria das vezes, sendo quimioterapia e radioterapia tratamentos complementares ou reservados como primeira opção para pacientes com doença avançada.

Dra. Vivian Sartorelli – Ginecologista Oncológica - Médica assistente IBCC

Neoplasia de ovário e trompas atingem mulheres em torno da quarta década de vida. Dentre os tumores ginecológicos é considerado o mais agressivo, pois na maioria das vezes são diagnosticados em fases avançadas já que as manifestações clinicas são tardias como aumento do volume abdominal e emagrecimento.

Não existe um método de rastreio efetivo exceto em tumores relacionados a síndromes hereditárias. Exames como tomografias e marcadores tumorais dão uma estimativa da extensão a doença. O tratamento inicial é cirúrgico exceto em casos de doenças metastáticas ou avançadas ao diagnóstico, nesses casos é preconizado tratamento quimioterápico.

Dra. Vivian Sartorelli – Ginecologista Oncológica - Médica assistente IBCC

Carcinoma de vulva é uma neoplasia rara responsável por 5% dos tumores ginecológicos do trato genital. Devido à baixa incidência e a manifestação mais comum ser prurido vulvar e irritação local normalmente o diagnóstico é realizado em estádios quando há lesão macroscópica. Acomete principalmente mulheres na sexta década de vida.
O HPV vírus e doenças inflamatórias crônicas como líquen escleroso são precursores da doença neoplásica.
Tratamento é cirúrgico com exérese da lesão tumoral e investigação dos linfonodos inguinais.

Dra. Vivian Sartorelli – Ginecologista Oncológica - Médica assistente IBCC

É o tumor do trato genital mais raro corresponde a 1-2% das neoplasias ginecológicas. A maioria dos tumores vaginais são na verdade doenças metastáticas resultante de tumores do endométrio ou colo uterino que se estendem para vagina.

Assim como neoplasia do colo e vulva são tumores relacionados ao HPV vírus. A manifestação clínica mais comum é sangramento e corrimento vaginal. A maioria das lesões são tratadas com radioterapia.

Dra. Vivian Sartorelli – Ginecologista Oncológica - Médica assistente IBCC

é uma doença neoplásica caracterizada pela infiltração da medula óssea por plasmócitos malignos (plasmócitos são células responsáveis pela produção de imunoglobulinas). No mieloma múltiplo (MM) ocorre aumento exagerado na produção de um tipo de imunoglobulina em detrimento da produção normal. O paciente apresenta frequentemente dores ósseas e é comum que fique por meses, ou até mesmo anos, sendo tratado com antiinflamatórios. Infecções frequentes, fraqueza, fadiga, tonturas são sintomas comuns. O mieloma múltiplo (MM) acomete principalmente indivíduos na sétima década de vida, sendo raro entre os indivíduos com menos de 40 anos.

O tratamento do mieloma múltiplo (MM) é feito com quimioterapia e é relevante o controle associado das infecções e das lesões ósseas, pois estas são as principais responsáveis pela morbi-mortalidade associada com a doença. O transplante de medula óssea faz parte do armamento terapêutico e hoje está comprovado que leva a uma melhora na qualidade de vida desses indivíduos.

Fonte: Dr. Roberto Luiz da Silva (Médico coord. Unidade Transplante IBCC).

é uma doença maligna de etiologia incerta que acomete o sistema linfoide e se caracteriza pela presença de célula maligna típica (Reed-Sternberg). Há um ligeiro predomínio de incidência entre os homens e ocorre principalmente entre jovens de 20 a 30 anos e após os 60 anos. A manifestação clínica principal é aumento de gânglios (adenomegalia), que podem surgir em qualquer parte do organismo. O paciente com linfoma de Hodgkin pode notar aumento ganglionar em regiões como pescoço, axilas ou virilhas, ou pode ter sintomas decorrentes da compressão de órgãos pelos gânglios aumentados (tosse por compressão de vias respiratórias). Pode haver sintomas de febre, sudorese e emagrecimento. O diagnóstico é feito a partir da biópsia ganglionar e é imperativa a realização do estadiamento clínico (verificação da extensão da doença no organismo).

É uma doença cujo tratamento é altamente eficaz e a cura é obtida em grande parte dos casos. O tratamento é quimioterápico e pode ser associado com radioterapia. Em casos de retorno da doença ou casos que evoluam com resposta insatisfatória à quimioterapia convencional, o transplante de medula óssea autólogo pode representar boa alternativa.

Fonte: Dr. Roberto Luiz da Silva (Médico coord. Unidade Transplante IBCC).

é um grupo de doenças neoplásicas malignas que originam-se da proliferação anormal de células linfoides. Mais frequentemente ocorre aumento anormal de gânglios (adenomegalia) que podem surgir em qualquer parte do organismo.

O paciente com linfoma não Hodgkin pode notar o aumento ganglionar (principalmente em regiões como pescoço, axilas ou virilhas) ou pode apresentar sintomas decorrentes da compressão de órgãos pelos gânglios aumentados (tosse por compressão de vias respiratórias). Pode haver sintomas de febre, sudorese e emagrecimento.

O diagnóstico do linfoma não Hodgkin é feito a partir da biópsia ganglionar e é imperativa a realização do estadiamento clínico (verificação da extensão da doença no organismo). Existem diversos subtipos de linfoma não Hodgkin, alguns de crescimento lento, com sintomas discretos, enquanto outros podem surgir rapidamente e provocar sintomatologia exacerbada.

A terapia para linfoma não Hodgkin é diferenciada para cada um dos subtipos do linfoma e a escolha deve levar em consideração o tipo histológico, o estadiamento clínico, dados prognósticos, idade, entre outros. Pode-se realizar desde o seguimento clínico sem drogas ou tratamentos mais agressivos com quimioterapia. O transplante de medula ósseaautólogo é utilizado em casos de recaída dos linfomas e como parte do tratamento inicial em alguns subtipos.

Fonte: Dr. Roberto Luiz da Silva (Médico coord. Unidade Transplante IBCC).

é uma doença pouco prevalente que acomete pessoas de diversas idades. Caracteriza-se pela substituição do tecido medular normal por células blásticas, ou seja, células hematopoéticas muito jovens e anômalas, que não preservam as funções originais. Os sintomas decorrem da diminuição da função medular normal: anemia, infecções e sangramentos.

O tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA)deve ser iniciado em caráter de urgência e baseia-se em quimioterapia para destruir as células neoplásicas e intenso suporte clínico especializado. Existem tipos diversos de leucemia mieloide aguda (LMA), com características intrínsecas que indicam maior ou menor agressividade e, portanto, maior ou menor chance de cura com o tratamento quimioterápico convencional. Identificar esses fatores logo ao diagnóstico é relevante já que se deve considerar o transplante de medula óssea autólogo ou alogênico como parte do tratamento.

Fonte: Dr. Roberto Luiz da Silva (Médico coord. Unidade Transplante IBCC).

A leucemia linfoide aguda (LLA) é uma das doenças neoplásicas mais frequentes na infância, mas acomete também pessoas de outras faixas etárias. Caracteriza-se pela substituição do tecido medular normal por células blásticas linfoides, ou seja, células hematopoéticas muito jovens e anômalas, que não preservam as funções originais. Os sintomas decorrem da diminuição da função medular normal: anemia, infecções e sangramentos e podem ocorrer ainda sintomas como febre persistente, dores nas articulações e nos ossos.

O tratamento quimioterápico da leucemia linfoide aguda (LLA) é curativo em grande parte dos casos na infância. O transplante de medula óssea deve ser considerado nos casos de retorno da doença ou em outros casos especiais que apresentem características tais como alterações citogenéticas desfavoráveis.

Fonte: Dr. Roberto Luiz da Silva (Médico coord. Unidade Transplante IBCC).

é uma neoplasia maligna que incide majoritariamente em pessoas idosas (a partir de 60 anos), raramente ocorrendo em pacientes jovens.

É uma doença de proliferação lenta, que leva ao acúmulo de células linfoides maduras anormais na medula óssea em detrimento da produção de células normais. Muitas vezes a leucemina linfoide crônica (LLC) é detectada em exames de rotina, pois a característica principal é o aumento do número de linfócitos no hemograma; algumas vezes pode haver anemia e/ou plaquetopenia.

Os sintomas relacionados podem ser inespecíficos como astenia, fraqueza e zumbido; pode ocorrer febre, adenomegalia (aumento de gânglios), aumento de baço e infecções recorrentes. É importante que se faça o estadiamento da doença, que dá uma idéia da extensão da mesma. Atualmente existem novos exames, como a citogenética, que podem ser utilizados como parâmetro prognóstico.

O tratamento da leucemina linfoide crônica (LLC) pode ser desnecessário na fase inicial, porém torna-se imprescindível em fase mais adiantada. A quimioterapia é a base do tratamento, podendo ser utilizada droga única ou esquemas mais agressivos. A decisão pela melhor opção terapêutica deve levar em consideração a idade, situação clínica da doença, comorbidades associadas e prognóstico. É importante o suporte às complicações infecciosas, às vezes utilizando esquemas profiláticos ou imunoglobulinas. O transplante de medula óssea pode ser considerado em pacientes jovens nas suas diversas modalidades, como o transplante não mieloablativo.

Fonte: Dr. Roberto Luiz da Silva (Médico coord. Unidade Transplante IBCC).

é uma doença neoplásica caracterizada pela proliferação excessiva de células hematopoéticas. A alteração celular ocorre numa célula hematopoética primitiva e acomete o setor das hemácias, leucócitos e plaquetas, mas a manifestação laboratorial principal é de expressivo aumento do número de leucócitos. O paciente pode descobrir-se portador de leucemia mieloide crônica (LMC) em exame de rotina, como em check-up preventivo (doença inicial), e nesse caso não tem sintomas ou pode apresentar cansaço, palidez, tonturas, inchaço e dor em abdome (devido ao aumento do baço). Existe uma característica citogenética típica que é a ocorrência do cromossomo Philadelphia, resultado da translocação entre os cromossomos 9 e 22. A doença apresenta uma fase crônica, que dura de meses a anos, evolui para a fase acelerada e, finalmente, para a fase aguda.

A leucemia mieloide crônica (LMC) apresentou grande evolução em seu tratamento nos últimos anos, pois tem sido alvo de terapias novas voltadas especificamente para as alterações moleculares que a causam. O tratamento inicialmente é feito com quimioterapia oral para redução do número de leucócitos e, posteriormente, com o estabelecimento de conduta mais definitiva. Para os pacientes que não tenham doador de medula óssea, o tratamento de escolha é o Imatinibe. O transplante de medula óssea é indicado para os pacientes com idade inferior a 55 anos, preferencialmente em fase crônica, que tenham doador totalmente compatível.

Fonte: Dr. Roberto Luiz da Silva (Médico coord. Unidade Transplante IBCC).

Na aplasia de medula óssea ou anemia aplástica grave (AAG) ocorre substituição do tecido medular normal por tecido gorduroso e, portanto, não há formação adequada das células sanguíneas normais. Os sintomas decorrem desta diminuição: anemia, infecções e sangramentos. Na maior parte dos casos, há um mecanismo imunológico que desencadeia esta alteração medular, porém também pode ser decorrente de drogas, exposição inadequada a substâncias tóxicas tais como agrotóxicos, entre outros.
O tratamento da aplasia de medula óssea ou anemia aplástica grave (AAG) deve ser iniciado rapidamente e as duas melhores opções terapêuticas são: transplante de medula óssea ou a imunossupressão intensiva a depender da idade do paciente. Os resultados com o tratamento são bons, podendo ser curativos para muitos pacientes.

Fonte: Dr. Roberto Luiz da Silva (Médico coord. Unidade Transplante IBCC).

é uma desordem adquirida geneticamente, atinge diversos órgãos e deve-se a uma alteração nas propriedades dos glóbulos vermelhos que contêm uma hemoglobina mutante chamada Hemoglobina S.

Pode ocorrer a anemia falciforme quando se herda a alteração genética de ambos os pais ou o traço falciforme, quando se herda a alteração de apenas um deles. As manifestações clínicas em todo o organismo decorrem da alteração na forma dos glóbulos vermelhos, que adquirem a forma de foice e levam a fenômenos vaso-oclusivos, ou seja, promovem alteração no fluxo sanguíneo normal.

Os sintomas clínicos da anemia falciforme variam muito: o paciente típico é anêmico, mas assintomático, já que aanemia é crônica, com exceção dos períodos de crise. A anemia decorre da destruição sistemática das hemácias, uma vez que são anormais e têm vida mais curta. Nos períodos de crise, em geral desencadeados pelo frio, desidratação, infecção, estresse, consumo de álcool ou outros fatores não determinados, os pacientes apresentam crises de dor que podem ocorrer em qualquer área do corpo.

Há períodos de exacerbação da anemia por hiperdestruição das hemácias, sequestro esplênico, insuficiência renal em casos mais avançados ou crises aplásticas. Os pacientes se deparam com diversas complicações, tais como: em relação ao crescimento e desenvolvimento; maior incidência e gravidade de infecções (pneumonias, meningite e osteomielite, entre outras); complicações neurológicas, como acidentes vasculares cerebrais; pulmonares, como a crise torácica aguda (dor, dispnéia, febre) e evolução para doença pulmonar crônica; hepatobiliares, como pedras na vesícula; ginecológicas, como abortos espontâneos, retardo de crescimento intrauterino e pré-eclâmpsia; renais, como alterações na concentração da urina; priapismo (ereção não desejada e dolorosa); alterações oculares; ósseas, como osteonecrose; dermatológicas, como úlceras espontâneas ou após leve trauma em pernas; e complicações cardíacas.

É fundamental o aconselhamento genético enfatizando a importância de se evitar o nascimento de uma criança com anemia falciforme. Os pacientes devem fazer visitas periódicas ao médico para criar vínculo com o profissional e estabelecer os dados basais.

É importante a identificação precoce das crianças portadoras de anemia falciforme, pois isso implica em medidas preventivas como o uso profilático de antibióticos.

Os cuidados terapêuticos incluem a prevenção das infecções, avaliações oculares, tratamentos antibióticos específicos nas infecções, tratamento dos episódios de dor, hidroxiureia, transfusões de hemácias quando indicado, quelação de ferro e até transplante de medula óssea em casos específicos.

Fonte: Dr. Roberto Luiz da Silva (Médico coord. Unidade Transplante IBCC).

© 2018 Instituto Brasileiro de Controle do Câncer