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Tecnologia avançada torna tratamentos contra o câncer mais rápidos e com menos efeitos colaterais na radioterapia do IBCC Oncologia

26 de setembro

O IBCC Oncologia adquiriu a licença da técnica de planejamento radioterápico VMAT (Terapia em Arco Volumétrico), técnica avançada em que as lâminas conformam a lesão a ser tratada enquanto o aparelho gira em torno do paciente.  Com a melhor conformação de dose na lesão tumoral, é possível reduzir a dose recebida em órgãos de risco adjacentes, minimizando as toxicidades decorrentes do tratamento radioterápico. A técnica de VMAT também permite tratar lesões com doses mais altas e diferentes, o que pode garantir uma maior eficácia e reduzir o número de dias de tratamento, melhorando a experiência do paciente durante o período.

Recentemente foi tratado no IBCC Oncologia o primeiro caso de irradiação de cérebro total com proteção de hipocampo, que é a área da memória, associado ao incremento de dose simultânea em leito tumoral. “Sem essa modalidade, durante o tratamento acontecia a radiação do crânio todo sem proteção de áreas nobre do cérebro, no caso do VMAT o tempo de exposição pode ser menor e mais preciso, preservando as áreas responsáveis pela memória, por exemplo, minimizando a toxicidade para as regiões vizinhas ao tumor”, explica o dr. Eduardo Barbieri, radio-oncologista do IBCC Oncologia.

O  tratamento de crânio total sem esta técnica pode trazer prejuízos como a perda de autonomia, entre elas a capacidade de andar, segurar objetos e até mesmo prejudicar a visão com maior déficit de memória. Com o planejamento poupando hipocampo utilizando a técnica de VMAT é possível reduzir a probabilidade de disfunção cognitiva do sistema nervoso central desenvolvida no paciente. Esse tipo de tratamento possibilita uma maior qualidade de vida ao paciente, melhor cobertura de regiões importantes e um maior controle tumoral (redução do crescimento do tumor)”, complementa a física médica, Herminiane Vasconcellos.

De acordo com o físico médico, Diego Olbi, desde que o sistema foi implantado no IBCC Oncologia, mais de 80 pacientes já foram tratados com a tecnologia avançada. “Em média cada paciente realiza em torno de 25 e 36 sessões de radioterapia durante seu tratamento, então seriam mais de 2 mil sessões com o VMAT. Após o médico delinear o tratamento, os físicos realizam o cálculo com um sistema próprio, em seguida há controle e checagem para garantir a segurança durante a entrega de dose ao paciente”, complementa Diego.


IGRT

Outra tecnologia utilizada no IBCC Oncologia é a IGRT (Radioterapia Guiada por Imagem), definida como a comparação de imagens do dia do tratamento do paciente com as imagens utilizadas para o cálculo, essa fusão aumenta a precisão e acurácia da  terapia. Uma das novas ferramentas permite comparar a tomografia volumétrica do dia do tratamento (Cone Beam-CT, CBCT) em tempo real com a tomografia de planejamento, fornecendo informações ósseas mas também dos órgãos da região. “Antes de iniciar o tratamento, realizamos uma imagem no aparelho de tomografia (planar ou volumétrica) e, no dia de tratamento, comparamos com a tomografia do planejamento com a imagem de CBCT: em caso de necessidade de correção da posição do volume de tratamento, o equipamento ajusta para a posição correta o paciente”, finaliza o dr. Eduardo Barbieri.

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