Seja bem-vindo(a), hoje é Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019

Conheça todas as especialidades disponíveis:

É a especialidade médica que examina qualquer tipo de tecido ou órgão retirado de um indivíduo. Após os exames, o patologista chega a um diagnóstico e, a partir daí, pode orientar todo o tratamento e prognóstico do paciente. São suas subáreas os seguintes procedimentos:

• captura híbrida;

• citologia oncótica (exame dos materiais diversos, como escarro, derrames cavitários, urina, etc.);

• colpocitologia (ou citologia vaginal);

• hibidrização in situ;

• imunohistoquímica;

• patologia cirúrgica (biópsia);

• revisão de materiais.

É a especialidade médica que faz com que o paciente não sinta dor na hora de uma cirurgia, um exame-diagnóstico ou um curativo. Ela pode ser dividida em anestesia geral - em que o corpo todo é anestesiado - e anestesia parcial ou anestesia regional, em que apenas uma região do corpo é anestesiada e o paciente não precisa necessariamente dormir. Isso varia de acordo com a necessidade de cada caso.

Angiologia e Cirurgia Vascular é a especialidade médica - clínica e cirúrgica – que trata as doenças das artérias (falta de circulação), veias (varizes e tromboses) e vasos linfáticos (erisipela e linfedemas).

O tratamento clínico é feito por alterações dos hábitos de vida, medicamentos e exercícios físicos. E o tratamento cirúrgico pode ser por cirurgia através de incisões, tratamento convencional, ou por dentro dos vasos, chamada de cirurgia endovascular.

Bucomaxilo Dor Orofacial é uma especialidade odontológica ligada à Medicina que tem como objetivo tratar das patologias benignas do complexo bucomaxilo-facial e suas fraturas.

Na Oncologia, essa especialidade trabalha junto com a equipe de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, na reconstrução e reabilitação do paciente oncológico, utilizando-se de próteses metálicas e enxertias ósseas. Para além disso, os profissionais especializados em Bucomaxilo Dor Orofacial também acompanham os pacientes durante os tratamentos de quimioterapia e radioterapia, para cuidar das infecções que podem ser causadas em suas bocas no decorrer do tratamento oncológico.

A equipe de Bucomaxilo Dor Orofacial do IBCC também é especializada em Estomatologia.

A cardiologia é a especialidade médica que trata as doenças que acometem o coração e outros componentes do sistema circulatório. O IBCC conta com o suporte de uma equipe de Cardiologia, para avaliação de riscos pré-operatórios e para o acompanhamento cardiológico, seja de seus pacientes internos, ou seja, que já fazer tratamento oncológico no hospital, ou para pacientes externos que desejam apenas se consultar.

Quais as partes do corpo tratadas pela especialidade denominada Cirurgia de Cabeça e Pescoço?
A Cirurgia de Cabeça e Pescoço é uma especialidade oncológica, cirúrgica, mas que também trata de moléstias benignas do território de face e pescoço. O campo de atuação dessa especialidade inclui tumores de pele da face, pescoço e couro cabeludo; tireoide e paratireoide; glândulas salivares (ex.: parótida - glândula da caxumba); lábios; cavidade oral; língua e garganta (laringe e faringe). Os cânceres de boca e garganta serão tratados abaixo como tumores de trato aéreo-digestivo alto.

Há maior probabilidade de se desenvolver algum tipo de câncer de cabeça e pescoço de acordo com o sexo?
As mulheres têm maior predisposição ao desenvolvimento de moléstias da tireoide, mas os homens também são afetados. Esses também estão mais vulneráveis, na fase adulta, à exposição aos fatores de risco para o desenvolvimento dos cânceres de boca e garganta. 

CÂNCERES DE BOCA E GARGANTA

Quem está mais vulnerável aos cânceres do trato aéreo-digestivo alto (boca, faringe e laringe)?
A grande maioria desses cânceres é classificada como carcinoma epidermóide. Seu principal fator de risco é o tabagismo (além do cigarro, o hábito de mascar tabaco é altamente maléfico). O efeito cancerígeno do tabaco pode ser potencializado pela ingesta de bebidas alcóolicas - especialmente destilados -, que é outro fator de risco independente e importante para o desenvolvimento desses tumores. Má higiene oral, alimentação pobre em frutas e verduras e infecções virais, especialmente o Papiloma Vírus Humano (HPV) também estão associadas ao desenvolvimento dessas lesões. Traumatismos recorrentes, como os decorrentes de uma dentadura mal ajustada ou de um dente espiculado, por exemplo, podem ainda estar associados ao desenvolvimento de tumores mucosos.
Queimaduras solares e a exposição frequente e sem proteção à radiação solar estão associadas aos carcinomas de lábios e pele.

O câncer de boca é comum?
Sim. É o oitavo tumor maligno mais comum entre os homens e o nono entre as mulheres, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A denominação câncer de boca inclui os lábios e a cavidade oral (mucosa bucal, gengivas, palatos duro e mole, língua oral e assoalho da boca).

Uma pessoa que nunca fumou ou bebeu pode ter câncer de trato aéreo-digestivo alto?
Sim. Embora aproximadamente 97% dos casos estejam relacionados ao tabagismo.

Os cânceres de garganta e de boca são hereditários?
Esses cânceres estão mais relacionados à exposição a fatores externos, como cigarro, álcool e má higiene oral do que a fatores hereditários. 

Diagnóstico/Prevenção

Como se manifesta o câncer de boca?
Por uma ferida na boca, esbranquiçada ou avermelhada, não-cicatrizável, persistente e nem sempre dolorosa. O indivíduo pode manifestar dificuldade para engolir, falar ou abrir a boca, apresentar dor de ouvido, sangramentos à manipulação da ferida ou aumento de linfonodos cervicais (gânglios linfáticos localizados no pescoço).

Normalmente, a neoplasia é precedida por lesões pré-malignas, ou seja, que ainda não são cânceres, mas que podem evoluir para tal. 

Como se manifesta o câncer de garganta?
Os sintomas mais frequentes são rouquidão ou alteração do timbre da voz (voz "empastada", por exemplo), falta de ar, dor e dificuldade para engolir, emagrecimento, dor de ouvido e aumento dos linfonodos do pescoço.

Como prevenir o câncer de boca?
A melhor prevenção é manter-se afastado dos fatores de risco. É importante manter uma boa higiene bucal e procurar atendimento médico ou odontológico sempre que houver alguma lesão na boca que não cicatrize em três semanas. Para usuários de próteses mal adaptadas, deve-se procurar o dentista protético para ajuste. O uso em face, lábios e outras áreas expostas, de protetores solares, diariamente e com repetição das aplicações, é recomendado, mesmo em dias sem Sol. A associação do uso do filtro solar com chapéus e bonés também é recomendada à exposição solar.

Como prevenir o câncer de garganta?
Evitar tabagismo e ingesta de bebidas alcoólicas.

Qual profissional deve ser procurado em caso de alguma lesão na boca?
Dentista, cirurgião de Cabeça e Pescoço, dermatologista ou o próprio clínico- geral.

Como é feito o diagnóstico do câncer de boca?
Por meio do exame físico, seguido de biópsia da lesão e análise anatomopatológica. Nenhum tratamento para o câncer de boca pode ser realizado sem que se tenha confirmação, pela biópsia, do tipo exato do tumor. Além disso, existem doenças não cancerígenas que podem se assemelhar muito ao câncer de boca, por isso, a biópsia é o único meio de se diferenciar essas doenças. A biópsia não está associada ao crescimento mais rápido do tumor.

Como é feito o diagnóstico do câncer de garganta?
Também através do exame físico e biópsia da lesão. Para tal, porém, é necessária a realização de uma laringoscopia, com anestesia local ou geral, através da qual uma pequena ótica é introduzida na garganta do paciente.

É possível curar o câncer de boca e garganta?
A possibilidade de cura é maior quanto mais inicial for o tumor. Atentamos assim ao diagnóstico precoce dessas lesões. Esses cânceres podem disseminar-se para os linfonodos (gânglios) do pescoço e para órgão distantes, como pulmões e fígado, por exemplo (metástases). Na presença de doença avançada, com metástases, as possibilidades de cura são reduzidas, mas ainda existem.

Tratamentos

Quais são as opções de tratamento para o câncer de boca e garganta?
Ressecção cirúrgica, Radioterapia ou Quimioterapia. As modalidades terapêuticas podem ser combinadas. Cada caso deve ser analisado individualmente. Consideramos o tipo do tumor, sua localização, invasão de estruturas adjacentes, condições clínicas de seu portador e especialmente seu desejo.

Quais são as sequelas que podem ter os pacientes submetidos ao tratamento do câncer de boca e garganta?
Em casos mais precoces, como, por exemplo, em ressecções de pequenos tumores de língua, pode não ocorrer sequela. Já em casos mais avançados, as sequelas do tratamento cirúrgico são relativas à extensão da ressecção, às vias de acesso cirúrgico utilizadas para a abordagem do tumor e aos recursos utilizados para a reconstrução. A confecção de uma traqueostomia (orifício na base do pescoço para respiração) pode ser indicada em casos avançados, mas frequentemente é provisória nos casos de tumores de boca. Pode ser definitiva, porém, nos casos de tumores de faringe e laringe para permitir que seu portador respire. Muitas vezes o paciente que opta pelo tratamento não-cirúrgico também é submetido à traqueostomia, em função da oclusão da via aérea pela massa tumoral, impedindo a respiração. A alimentação por sonda também pode se fazer necessária nas primeiras semanas da operação ou quando o paciente não consegue se alimentar pela presença do tumor. Quanto mais precoce a lesão, por sua vez, menores são as sequelas do tratamento. Lembramos que a Radioterapia também não é isenta de efeitos colaterais, estando associada à boca seca, queimaduras em pele e mucosa, perda dos pelos locais e dor local. O tratamento radioterápico dura cerca de um mês, mas seus efeitos permanecem por meses. A Quimioterapia está associada a vômitos, fraqueza e mal-estar geral.

Essas sequelas são tratáveis?
Sim. Propomos uma abordagem conjunta com dentistas, nutricionistas, fonoterapeutas e fisioterapeutas, cujas avaliações devem iniciar-se antes do início do tratamento.

Seguimento

A frequência do seguimento clínico será determinada pelo médico do paciente e é individualizada. Além do exame físico, laringoscopia e tomografias (ou outros exames de imagem) serão necessárias. O paciente deve ser acompanhado por, no mínimo, cinco anos, quando as possibilidades de recidiva são reduzidas. No entanto, se o paciente mantiver os hábitos que propiciaram o câncer em questão, as chances de recidiva ou desenvolvimento de outros tumores primários são bastante consideráveis. 

CÂNCER DE TIREOIDE

O que é a tireoide e onde se localiza no corpo humano?
A glândula tireoide é um órgão do sistema endócrino. Produz o hormônio tireóideo, que faz o ajuste fino de praticamente todo o funcionamento do organismo (metabolismo). Ela se localiza na porção central e inferior do pescoço, logo abaixo do "pomo de Adão" (cartilagem laríngea).

Quais são as alterações possíveis da glândula tireoide?
Essa pode funcionar para mais (hipertireoidismo) ou para menos (hipotireoidismo), com sintomas relativos ao “aceleramento” ou à “lentificação” do metabolismo, respectivamente. Pode apresentar alteração difusa da sua textura (irregularidades), aumento difuso de seu volume (bócio) e presença de nódulos (benignos ou malignos). As alterações de função e de forma podem, ou não, estar associadas.

O que causa o câncer de tireoide?
O maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer de tireoide é o familiar. Alterações na anatomia da glândula também podem predispor a tal, mas não contamos com recursos para prever quais serão esses indivíduos. Há relação entre tumores de tireoide e tratamentos prévios com Radioterapia na região cervical, além de exposição à radioatividade (profissionais e acidentes nucleares). Na maior parte das vezes, porém, não diagnosticamos o causador da lesão.

Diagnóstico/Prevenção

Por que aparecem os nódulos na tireoide?
Processos inflamatórios crônicos da glândula (tireoidite) predispõem ao desenvolvimento de nódulos tireoideos, assim com o avançar da idade, tanto em homens, como em mulheres. Diagnósticos acidentais, por meio de ultrassonografias de rotina (check up) são muito comuns e nossa arma para o diagnóstico precoce dos tumores.

Quais os sintomas do câncer de tireoide?
Nódulos visíveis ou palpáveis nas porções central ou lateral do pescoço. Rouquidão, falta de ar e dificuldade em engolir podem surgir em casos avançados.

O câncer de tireoide é comum?
Com o avançar da idade, mais de 70% da população pode desenvolver nódulos tireoideos, com tendências também crescentes de associação de carcinoma, com a idade. Sua frequência tem crescido no decorrer das últimas décadas.

Como se detecta o câncer de tireoide?
Por meio do exame físico realizado por profissional da saúde e exames de auxílio diagnóstico. A ultrassonografia é um ótimo recurso para o diagnóstico de nódulos tireoideos, principalmente se lesões pequenas e não palpáveis. Seu diagnóstico definitivo só se dará, porém, por meio da biópsia do nódulo. Essa é feita por punção aspirativa, preferencialmente guiada por ultrassonografia. É rápida, feita em consultório e não está associada à disseminação das células tumorais, sendo muito segura. Por vezes, porém, o exame de punção, que analisa as células que compõem o nódulo, não é suficiente para o diagnóstico. Indica-se, assim, a tireoidectomia (ressecção da tireoide) para análise tecidual do nódulo (exame anatomopatológico), definição diagnóstica e tratamento. Endocrinologistas e cirurgiões de Cabeça e Pescoço são os profissionais com mais vivência no diagnóstico e seguimento desses tumores.

Tratamentos

Como se trata o câncer de tireoide?

Com exceção do carcinoma indiferenciado/anaplásico, o tratamento de escolha é cirúrgico e consiste na ressecção total da tireoide (tireoidectomia). Normalmente, a principal via de disseminação desses tumores dá-se através dos vasos linfáticos do pescoço e a ressecção dos linfonodos cervicais pode estar indicada (esvaziamento cervical).
Cerca de três a quatro semanas após a operação, realiza-se a pesquisa de corpo inteiro com iodo radioativo, para uma avaliação inicial pós-cirúrgica. Avalia-se também a necessidade do tratamento complementar com iodo radioativo.

Como é o tratamento com iodo radioativo?
O tratamento complementar com iodo radioativo (radioiodoterapia) é indicado em função dos achados operatórios, exame anatomopatológico e resultado da pesquisa de corpo inteiro. Deve ser realizado após a operação e é necessário que o paciente esteja em hipotireoidismo e, portanto, só ocorrerá após cerca de três a quatro semanas da tireoidectomia ou da interrupção da reposição hormonal tireoidea. Há ainda uma rigorosa dieta a ser seguida e também é necessário evitar contato com qualquer substância que contenha iodo em sua composição. Para o tratamento é preciso internação hospitalar, em regime de isolamento, porque após a ingestão da dose de iodo radioativo são necessárias medidas para evitar a contaminação ambiental e de pessoas próximas, pois a radiação é eliminada pela pele, urina e fezes. Esse tratamento apresenta poucos efeitos colaterais, que, em geral, são bem tolerados. Sensações como alteração do paladar e inflamação nas glândulas salivares podem ocorrer. Não há emagrecimento ou queda de cabelo associados.

Qual o risco da tireoidectomia?
O principal risco inerente ao procedimento é a rouquidão, que pode ocorrer em graus variados, inclusive com engasgos e falta de ar, em função da manipulação dos nervos da voz (nervos laríngeos) que correm em íntimo contato com a tireoide. Esses devem ser adequadamente identificados e preservados à operação, o que nem sempre é possível na presença de cânceres invasivos e processos inflamatórios exuberantes da glândula. Eventualmente indicamos fonoterapia no pós-operatório.
Outro risco inerente ao procedimento é a baixa no cálcio sanguíneo em função da manipulação de pequenas glândulas denominadas paratireoides. Essas dependem da vascularização da tireoide e regulam o metabolismo do cálcio. Normalmente esta queda não é permanente, com resolução espontânea. Pode-se prescrever cálcio por via oral ao paciente em seu pós-operatório. Os sintomas decorrentes da queda do cálcio são formigamentos (extremidades) e câimbras).

Seguimento
No pós-operatório faz-se o tratamento hormonal, que consiste na reposição do hormônio tireoidiano por meio de uma dose ligeiramente superior à necessária, com o intuito de diminuir a produção pela hipófise do TSH (hormônio tireoestimulante), hormônio que estimula o crescimento de células tireoideas. O objetivo é deixar os níveis de TSH em um valor inferior ao nível normal. O seguimento também é feito com dosagens sanguíneas da tireoglobulina (marcador tumoral) e ultrassonografias cervicais, entre outros exames que se fizerem necessários às avaliações semestrais dos pacientes.
A reposição do hormônio (Levotiroxina) é importantíssima e deve ser feita com atenção, inclusive para que o paciente tenha boa qualidade de vida. O prognóstico dos pacientes adequadamente tratados por carcinomas bem diferenciados de tireoide é excelente.

A Radioterapia e a Quimioterapia são usadas para o tratamento do câncer de tireoide?
Raramente. O câncer de tireoide normalmente é pouco responsivo a esses tratamentos, mas algumas vezes são indicados em tumores avançados. Deve-se analisar caso a caso, individualmente.

Dúvidas frequentes sobre câncer de tireoide

Posso viver sem a glândula tireoide após sua retirada cirúrgica?
Sim. Os hormônios produzidos pela glândula podem ser substituídos pelos análogos sintéticos (levotiroxina sódica – existem várias marcas disponíveis no mercado), sem que haja qualquer prejuízo para a saúde e bem-estar do indivíduo. Lembramos que nódulos benignos também podem ser tratados com a tireoidectomia total, com necessidade de reposição hormonal também.

Quais são os fatores de risco do câncer de tireoide para uma evolução menos favorável?
Indivíduos com mais de 45 anos de idade, tumores maiores de 4 cm, presença de metástases a distância, presença de tumores que invadem as estruturas adjacentes à glândula ou invadem vasos ou nervos e alguns subtipos mais agressivos de cânceres.

O câncer de tireoide pode recidivar? Ele pode ser fatal?
Menos de um terço dos pacientes com cânceres bem diferenciados de tireoide podem apresentar recidivas, que ocorrem especialmente nos linfonodos cervicais. Indica-se então o esvaziamento cervical (ou re-esvaziamento) e a complementação do tratamento com iodo radioativo, mesmo que essa já tenha sido feita. Podem-se passar muitos anos para o câncer de tireoide reaparecer, por isso, é necessário seu seguimento em longo prazo. O câncer de tireoide pode ser fatal e normalmente isto ocorre quando o paciente apresenta fatores de risco para uma doença mais agressiva e não é adequadamente tratado.

Vou ter vida normal após o tratamento do câncer de tireoide?
Sim. As chances de cura são grandes. Será necessária apenas a reposição hormonal, sempre acompanhada pelo médico endocrinologista ou cirurgião de Cabeça e Pescoço. Essa reposição não traz limitações para as atividades cotidianas e não apresenta efeitos colaterais.

Autoexame da tireoide
http://www.ibcc.org.br/autoexame/tireoide.asp

O cirurgião especialista em oncologia (cirurgião oncológico) escolheu como carreira, participar do cuidado de pessoas com câncer em todas as etapas necessárias, contribuindo no diagnóstico e na prevenção, nas cirurgias de tratamento curativo ou paliativo. Detém como habilidade mais marcante a capacidade de personalizar as escolhas terapêuticas, sabendo definir em que situações e em que momento a cirurgia poderá contribuir. Busca conviver com os vários especialistas, para assim tomar decisões colegiadas com todos os atores do time de oncologia.

A cirurgia de alta qualidade em oncologia tem papel essencial no tratamento, já que 90% dos pacientes com câncer requerem cirurgia em algum momento, sendo a cirurgia a melhor opção para até 95% dos casos de câncer localizado. O cuidado indevido neste momento pode reduzir as chances de cura do paciente. Tem tido atuação crescente e tem vivência no tratamento das metástases e no cuidado de complicações durante tratamentos de quimioterapia ou radioterapia, nestes cenários a indicação da cirurgia deve ser sempre criteriosa. Outra atuação relevante pelo domínio do conhecimento de oncogenética é quando indicar cirurgias profiláticas para portadores de síndromes hereditárias de predisposição ao câncer.

No IBCC oferecemos para nossos pacientes profissionais com esta formação no Grupo de Cirurgia Oncológica e em outras especialidades.

“O Cirurgião Oncologista é bem qualificado, obtendo formação adicional e experiencia na abordagem multidisciplinar para prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes com câncer, e dedica a maior parte de sua prática profissional a essas atividades e à pesquisa” - Society of Surgical Oncology

“Avanços no tratamento do câncer vão derivar da melhor orquestração entre as modalidades de tratamento, e não da melhor técnica operatória isolada.” – Bernard Fisher, 1977.

Coordenador da especialidade: Dr. Abner Jorge

A Cirurgia Plástica divide-se basicamente em dois segmentos: estética e reparadora. Na Oncologia, a Cirurgia Plástica Reparadora é uma forte aliada dos pacientes, já que pode minimizar e muitas vezes eliminar os defeitos físicos causados em conseqüência de cirurgias de retirada do tumor. No caso do câncer de mama, por exemplo, a Cirurgia Plástica Reparadora atua de forma determinante na reconstrução mamária de pacientes mastectomizadas, devolvendo-lhes suas mamas e sua auto-estima.

Cirurgia torácica compreende o tratamento cirúrgico dos tumores malignos contidos no tórax, como pulmões, pleura e parede torácica, assim como hiper-hidrose localizada.

Para garantir um tratamento humanizado para os pacientes com doença avançada, ou fora da possibilidade de cura, o IBCC conta com uma equipe para oferecer todo o apoio para o paciente, e sua família, e garantir um bom controle de sintomas causados pelo tratamento e pela doença; e além disso promover chances de assimilar melhor o processo que estão passando.

A especialidade tem atuação durante a internação e em consultas ambulatoriais com equipe médica especializada e equipe multiprofissional, garantindo qualidade na assistência.

Equipe médica:

Dra Ana Claudia de Oliveira Lepori – Coordenadora - CRM 103828

Dra Cecília Eugênio – CRM 125824

Dra Juliana Monteiro de Barros – CRM 91634

Saiba mais sobre Dermatologia e o Câncer da Pele

O que é Dermatologia?
É a área da Dermatologia que estuda os cânceres da pele.

Quais os cânceres da pele mais frequentes?
A Dermatololgia é a especialidade que cuida das doenças da pele e, no caso específico da Oncologia, dos cânceres de pele.

Câncer de pele não-melanoma

O que é câncer de pele não-melanoma?

São tumores que surgem após células da pele sofrerem mutações nos processos normais de multiplicação e renovação. Os tipos não-melanoma são os mais frequentes no Brasil e correspondem a 25% de todos os tumores malignos registrados no País. Se forem detectados precocemente, a chance de cura é alta.

Diagnóstico / Prevenção

O que causa o câncer de pele não-melanoma?
A exposição aos raios ultravioletas do sol sem proteção é o principal elemento que pode ocasionar esse tipo de câncer. Outros fatores de risco além da predisposição genética são; a exposição exagerada nas câmaras de bronzeamento artificial, agentes químicos, radiações ionizantes, drogas imunossupressoras (usadas em tratamento de transplante de órgãos), pacientes com doenças fotossensibilizantes ou em uso de drogas fotossensíveis.

Quais os sintomas do câncer de pele não-melanoma?
Feridas na pele que não cicatrizam, variação de cor de manchas, pintas que coçam, ardem, descamam ou sangram.

Como se detecta o câncer de pele não-melanoma?
Os cânceres não-melanoma apresentam duas linhagens diferentes. O carcinoma basocelular e o epidermóide. O basocelular surge como ferida ou nódulo de cor avermelhada, que coça e, às vezes, sangra. Sua evolução é lenta e atinge 80% dos casos. Já o carcinoma epidermóide é diagnosticado pela presença de uma ferida que não cicatriza, com evolução rápida, acompanhado de secreção e coceira. Esse tipo pode ocasionar metástase e é responsável por 15% dos tumores de pele. O dermatologista pode detectá-los pelo exame clínico e com o exame dermatoscópico (instrumento que analisa nos mínimos detalhes as lesões na pele). A partir da suspeita clinica é feita a retirada de tecido do local (biopsia) e o material é examinado por patologistas através do exame anatomopatológico. É muito importante também a realização do autoexame, se notar alguma anormalidade, procure um dermatologista que fará o diagnóstico. 

Há como prevenir o câncer de pele não-melanoma?
Sim, com medidas de fotoproteção contínuas desde a infância. São elas: evitar a exposição ao sol das 10 às 16 horas, utilização de chapéus, óculos e roupas adequadas. Além de usar filtro solar com fator de proteção 15 ou mais, de acordo com o tipo de pele.

O câncer de pele não-melanoma tem cura?
Sim, se for detectado precocemente, apresenta grandes chances de cura. São os de maior incidência na população brasileira, mas, felizmente, de mais baixa mortalidade.

Quem são as pessoas mais propensas a desenvolver essa doença?
Pessoas com mais de 40 anos, aquelas de pele clara que se expõem cronicamente ao Sol e que tiveram várias queimaduras ao longo da vida.

Tratamentos

Como é feito o tratamento do câncer de pele não-melanoma?
Para as duas linhagens de câncer de pele não-melanoma o tratamento é cirúrgico e/ou radioterápico, dependendo do estágio da doença. Há outras medidas menos frequentes, como a criocirurgia, a terapia fotodinâmica e a imunoterapia.

Câncer de pele melanoma

O que é o melanoma?
É uma doença que faz as células da pele sofrerem mutações e começarem a se multiplicar sem controle. É o mais grave dos cânceres da pele e representa 5% dos casos. Apesar de sua incidência ser pequena, seu número está em constante progressão e seu diagnóstico mais precoce. Ele surge nos melanócitos - células que produzem a melanina, que dão cor à pele e, dependendo de sua profundidade, pode chegar à corrente linfática (gânglios) e órgãos internos.

Diagnóstico / Prevenção

O que causa o melanoma?
Assim como o tipo não-melanoma, a exposição aos raios ultravioletas do sol sem proteção é o principal fator que pode ocasionar esse tipo de câncer. Queimaduras solares frequentes e histórico familiar para essa doença, também deve servir de alerta. Por isso, é importante evitar o sol no horário entre 10 e 16 horas e utilizar protetor solar com proteção 15 ou superior.

Quais os sintomas do melanoma?
O melanoma se manifesta como uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação, pelo crescimento ou alteração na coloração e na forma de uma pinta antiga.

Como se detecta o melanoma?
Pela mudança na coloração de pintas já existentes ou a aparição de pintas que mudam de tamanho. Pode variar do castanho-claro até a cor negra. Também podem surgir nódulos visíveis e palpáveis. Qualquer anormalidade procure um médico dermatologista, que poderá solicitar uma biopsia.

Há como prevenir o melanoma?
A prevenção do câncer de pele melanoma segue as mesmas orientações do não-melanoma: evitar exposição ao Sol das 10 às 16 horas, quando os raios são mais intensos, já que o maior fator de risco é a sensibilidade ao Sol. É importante também utilizar medidas de fotoproteção, como roupas, chapéus e óculos, além do protetor solar.

O melanoma tem cura?
Mesmo sendo o tipo de câncer de pele mais grave, devido à sua alta possibilidade de metástases, tem elevadas possibilidades de cura, quando detectado precocemente.

Quem são as pessoas mais propensas a desenvolver o melanoma?
Adultos, masculinos, de idade entre 40 e 60 anos, com pele clara.

Tratamentos

Como é feito o tratamento do melanoma?

O tratamento é cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico, dependendo do estágio da doença. Quando há metástases, as possibilidades de cura diminuem, mas hoje há novos medicamentos biológicos (imunoterapia) que controlam melhor o crescimento e a evolução da doença. Nesses casos, o tratamento alivia os sintomas e tenta garantir uma melhor qualidade de vida.

Dúvidas frequentes
A partir de qual idade devemos intensificar os cuidados com a pele?
Desde a infância. O sol tem efeitos cumulativos e pode causar grandes danos à saúde quando o indivíduo estiver na fase adulta.

Quais são os principais cuidados que devemos tomar com a pele para nos protegermos do Sol?
- evitar o sol entre 10 e 16 horas;
- proteger-se com camiseta, chapéu, óculos escuros, guarda-sol e filtro solar;
- usar o filtro solar diariamente e reaplicá-lo todas as vezes que molhar o corpo e estiver exposto ao sol;
- fazer regularmente o autoexame da pele;
- consultar periodicamente um dermatologista.

Como o filtro solar deve ser usado?
Ele deve ser aplicado de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, pois esse é o tempo necessário para que o produto penetre na pele e possa reagir com as células, efetivando a proteção. Também é importante lembrar que o filtro solar tem duração de duas a três horas, devendo ser reaplicado a cada duas horas e/ou após o mergulho no mar ou na piscina. A regra também vale para a transpiração excessiva.

Qual é o fator de proteção mais eficaz?
Os filtros solares com fatores 25 e 30 garantem 90% da proteção da pele, se usados corretamente. É importante lembrar que o protetor solar deve ser usado desde a infância, já que é nessa fase que são praticadas mais atividades ao ar livre.

Os protetores infantis são eficazes?
Sim, eles são eficazes. Além disso, os protetores infantis são menos alergênicos. Vale ressaltar que eles também devem ser aplicados a cada duas horas.

As crianças devem usar protetor solar a partir de qual idade?
A partir do primeiro ano de vida. O protetor deve ser aplicado a cada duas horas, após os exercícios físicos e ao sair do mar ou da piscina.

Autoexame câncer de pele
http://www.ibcc.org.br/autoexame/pele.asp

O Departamento de Diagnóstico por Imagem conta com equipamentos modernos de última geração, equipe de técnicos em Radiologia bem treinados e uma equipe médica altamente qualificada, oferecendo segurança e confiabilidade na realização dos exames de mamografia, Medicina Nuclear, ultra-sonografia geral e com Doppler colorido, punções e biópsias dirigidas, radiologia geral e tomografia computadorizada, que garantem a precisão dos resultados, auxiliando decisivamente o médico no diagnóstico e tratamento dos pacientes.

Saiba mais sobre Ginecologia

O que é Ginecologia?
Ginecologia é a área da Medicina que estuda o aparelho genital feminino (ovários, trompas, útero, vagina e vulva).

Quais são os cânceres ginecológicos mais frequentes?
Por ordem, os cânceres mais frequentes são colo do útero, corpo do útero (endométrio) e ovários.

Os cânceres ginecológicos podem ser hereditários?
Sim. As mulheres com casos de câncer de ovário e endométrio na família (mãe, tia, avó, irmãs e filhas) devem estar atentas e procurar orientação médica.

Quando as mulheres devem iniciar as visitas ao ginecologista?
A partir dos 18 anos ou quando iniciar a vida sexual.

Câncer do colo do útero

O que é colo do útero?
O colo do útero é a porção inferior e estreita do útero, quando ele se une à vagina.

O que é câncer do colo do útero?
É uma doença que faz as células do colo do útero sofrerem alterações e começarem a se multiplicar sem controle. O câncer do colo uterino é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Diagnóstico / Prevenção

O que causa o câncer do colo do útero?
O Papilomavírus Humano (HPV) é um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. O vírus está presente em mais de 90% dos casos. Além disso, o início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, tabagismo e uso de pílulas anticoncepcionais podem estar relacionados ao aumento de risco para a doença genital.

O que é HPV?
HPV é a sigla em inglês para Papilomavírus Humano. É um vírus que afeta a região íntima da mulher. A infecção genital pelo HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente na população feminina sexualmente ativa.

Há como prevenir o câncer do colo do útero?
Estima-se que 99% dos casos de câncer do colo do útero sejam causados pelo HPV, transmitido nas relações sexuais. Assim, as principais medidas preventivas são o uso de preservativos nas relações sexuais, a visita regular ao ginecologista para a realização do exame de Papanicolaou, educação e orientação sexual. Atualmente, existem duas vacinas disponíveis no mercado e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para prevenir o câncer do colo do útero por HPV.

Quais os sintomas do câncer do colo uterino?
Os sintomas são tardios e os mais frequentes são sangramento vaginal imediatamente após a relação sexual ou um corrimento avermelhado e/ou malcheiroso. Porém, na fase inicial não costuma haver sinais ou sintomas.

Como se detecta o câncer do colo do útero?
As lesões precursoras do câncer do colo do útero podem ser indicadas pelo exame Papanicolaou e confirmado pela biopsia. O procedimento é indolor, simples e rápido. Para que o resultado do exame seja correto, é importante que a mulher não tenha relações sexuais, mesmo com camisinha, dois dias antes do exame. Ela também não deve estar menstruada e evitar o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais dois dias antes do procedimento. É importante salientar que este exame não é contraindicado para mulheres grávidas.

Como é realizado o exame Papanicolaou?
Inicialmente, para a coleta do material, é introduzido na vagina um instrumento conhecido como espéculo. Depois, o médico realiza a inspeção visual do interior da vagina e do colo do útero. Após, com o uso de uma espátula de madeira e uma escovinha, o profissional coleta células das superfícies interna e externa do colo do útero. O material recolhido é enviado para análise em laboratórios especializados. Mulheres após os 25 anos e as que já iniciaram a vida sexual devem realizar o exame anualmente.

O câncer do colo do útero tem cura?
Sim. O câncer do colo uterino é um dos mais fáceis de ser identificado, apesar dos sintomas serem tardios é possível ser detectadas lesões precursoras, ou seja, antes de se tornarem câncer, com cura em até 100% dos casos. Para isso, é extremamente importante a visita regular ao ginecologista e a realização anual do exame Papanicolaou.

Tratamentos

Como é feito o tratamento do câncer do colo uterino?
O tipo e a extensão do tratamento dependerão da fase ou estágio da doença na época do diagnóstico. Pode variar da retirada do colo do útero até uma histerectomia radical (retirada total do útero). O tratamento também pode ser acompanhado de Radioterapia e/ou Quimioterapia.

Câncer do endométrio

O que é endométrio?
Endométrio é a camada mucosa que reveste internamente o útero e que descama naturalmente durante as menstruações.

O que é câncer do endométrio?
É uma doença que faz as células do endométrio sofrerem alterações e começarem a se multiplicar sem controle. O câncer do endométrio está em segundo lugar na lista entre os cânceres ginecológicos mais comuns entre as mulheres.

Diagnóstico / Prevenção

O que causa o câncer do endométrio?
A causa ainda é desconhecida, mas alguns fatores podem ajudar no desenvolvimento da doença, como aumento dos níveis de estrogênio, diabetes, obesidade, terapia de reposição de estrogênio, nunca ter engravidado e início da menopausa após os 50 anos, entre outros.

Quais os sintomas do câncer do endométrio?
O sintoma mais comum de algum problema no endométrio é o sangramento vaginal na mulher que já tenha parado de menstruar (após a menopausa). O que pode acontecer com a doença ainda em fase inicial.

Como se detecta o câncer do endométrio?
Para o diagnóstico é necessária a coleta de material da cavidade do corpo do útero, que pode ser realizada por meio de biopsia histeroscopia (inspeção médica da cavidade uterina com o uso da endoscopia) e curetagem uterina.

O câncer do endométrio tem cura?
Normalmente, o câncer de endométrio é diagnosticado na fase inicial, o que ajuda na sua cura. Cerca de 90% das mulheres que apresentam esse tipo de câncer são curadas.

Tratamentos

Quais são os tratamentos para o câncer do endométrio?
O tratamento básico é o cirúrgico, com a retirada do útero e dos ovários, além dos linfonodos (gânglios linfáticos) regionais. Indica-se a Radioterapia para determinadas situações e Quimioterapia.

Câncer de ovário

O que é ovário?
É o órgão que produz as células reprodutivas ou óvulos.

O que é câncer de ovário?
É uma doença que faz as células dos ovários sofrerem alterações e começarem a se multiplicar sem controle. É pouco frequente, mas é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, já que sua evolução é silenciosa. Ocupa o terceiro lugar em incidência nas mulheres.

Diagnóstico / Prevenção

O que causa câncer de ovário?
O câncer de ovário pode estar ligado a fatores genéticos. Mulheres com mais de 50 anos são mais pré-dispostas a terem a doença, além daquelas que nunca engravidaram ou que já tiveram câncer de mama, útero ou colorretal.

Quais os sintomas de câncer de ovário?
No início, o câncer de ovário não tem sintomas. A evolução do tumor é que define os sintomas. Ela pode sentir dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas, náusea, gases, diarreia e cansaço constante, entre outros. Aumento dos ovários após a menopausa também precisa ser investigado.

Como se detecta o câncer de ovário?
O câncer de ovário é confirmado com biopsia, realizada nos casos em que a paciente apresentar alteração ovariana nos exames, como ultrassonografia.

Há como prevenir o câncer de ovário?
A prevenção é a visita regular ao ginecologista para a realização de exames de rotina. É importante também ficar atenta aos fatores de risco, como histórico familiar, fatores hormonais e genéticos, principalmente as mulheres com mais de 50 anos. Quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, maiores são as chances de cura. Pode ser detectada alteração ovariana com ultrassom associado ao Doppler (função que permite a identificação e avalição de estruturas em movimento, principalmente o fluxo sanguíneo).

O câncer de ovário tem cura?
Todos os tipos de cânceres ginecológicos têm potencial de cura. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será a chance de controle da doença. Como o câncer de ovário geralmente é descoberto em fases consideradas avançadas da doença, as taxas de cura (média de 50%) são menores do que a de outros tumores ginecológicos.

Tratamentos

Quais são os tratamentos para o câncer de ovário?
Cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico. A definição do tratamento dependerá do tipo do tumor, da idade e das condições clínicas da paciente.

As informações contidas neste folder são orientações gerais. Elas nunca devem substituir as especificações feitas pelo médico para o seu caso.

Saiba mais sobre Hematologia e Hemoterapia

O que é Hematologia e Hemoterapia?
A Hematologia e a Hemoterapia são as especialidades médicas que estudam e tratam as doenças do sangue e de órgãos hematopoéticos, onde se formam as células do sangue.

Quais são os principais cânceres estudados pela Hematologia e Hemoterapia?
A Hematologia e a Hemoterapia tratam dos cânceres sanguíneos e de medula óssea como Leucemia e Linfoma.

Leucemia

O que é Leucemia?
É uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos). Tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea. A medula é o local de formação das células sanguíneas e ocupa a cavidade dos ossos. Nela são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos, aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas.

Quais são os tipos de Leucemia?
Os tipos são Leucemia Linfoide Crônica, Linfoide Aguda, Mieloide Crônica e Mieloide Aguda. As crônicas se desenvolvem devagar e acometem, na maioria das vezes, pessoas acima de 55 anos. As agudas agravam-se rapidamente e é mais comum em crianças e jovens.

Diagnóstico / Prevenção

O que causa a Leucemia?
Ainda não estão definidas as causas da Leucemia, mas alguns fatores podem ajudar no desenvolvimento da doença. São eles: tabagismo, exposição à radiação (Radioterapia e Raio X), doenças hereditárias como a Síndrome de Down, exposição a substância Benzeno (encontrada na fumaça do cigarro e na gasolina), entre outros.

Quais os sintomas da Leucemia?
Os sintomas podem ser forte anemia, sangramentos das gengivas e nariz, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos sob a pele. Além de gânglios linfáticos inchados indolores no pescoço e nas axilas, febre ou suores noturnos, perda de peso sem motivo, desconforto abdominal, dores nos ossos e nas articulações.

Como se detecta a Leucemia?
Com exame de sangue (hemograma) e com o exame chamado mielograma (análise das células da medula óssea).

Há como prevenir a Leucemia?
Não há como fazer a prevenção primária da Leucemia, que significa evitar que ela apareça.

A Leucemia tem cura?
Sim, as chances de cura da Leucemia podem chegar a mais de 80% dos casos detectados na fase inicial. Quanto mais cedo ela for diagnosticada, melhores serão os resultados.

Tratamentos

Quais são os tratamentos para Leucemia?
O tratamento é Quimioterápico. Para alguns casos, há a possibilidade de transplante de medula óssea.

Linfoma

O que é Linfoma?
O linfoma é quando uma célula normal do sistema linfático se transforma, cresce sem parar e se dissemina pelo organismo. O sistema linfático é composto por órgãos, vasos, tecidos linfáticos e linfonodos que defendem o organismo de infecções.

Quais são os tipos de Linfoma?
Existem dois tipos de Linfomas, o Hodgkin e o Não-Hodgkin. Ambos se originam nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, que produzem as células responsáveis pela imunidade e vasos que as conduzem pelo corpo. No Linfoma de Hodgkin a incidência é em adultos jovens, entre 25 e 30 anos. No Linfoma de Hodgkin é o tipo mais comum, existem mais de 20 tipos diferentes e é mais incidente em crianças e jovens.

- Linfoma de Hodgkin

Diagnóstico / prevenção

O que causa?
Ainda não estão definidas as causas desse tipo de Linfoma, mas alguns fatores podem ajudar no desenvolvimento da doença, como pessoas com sistema imune comprometido, infecção pelo HIV, uso de drogas imunossupressoras, agrotóxicos e histórico familiar.

Quais os sintomas?
Depende da região afetada. Nos linfonodos superficiais do pescoço, axilas e virilhas, surgem ínguas indolores. Se for no tórax, os sintomas são tosse, falta de ar e dor torácica. Já na pelve e no abdômen, sensação de estômago cheio e distensão abdominal podem indicar alguma alteração. Febre, fadiga, sudorese noturna, perda de peso sem motivo aparente e coceira na pele são sinais de alerta.

Como se detecta?
Com exame de sangue (hemograma), radiografia, biopsia e exame físico realizado pelo médico.

Há como prevenir?
Não há como fazer a prevenção primária do Linfoma de Hodgkin, que significa evitar que ele apareça.

O Linfoma de Hodgkin tem cura?
Sim, a chance de cura é grande para esse Linfoma.

Tratamentos

Quais são os tratamentos?
O tratamento é Quimioterápico e/ou Radioterápico. Para alguns casos, há a possibilidade de transplante de medula óssea.

- Linfoma Não-Hodgkin

Diagnóstico / prevenção

O que causa?
Mesmo ainda não estarem definidas as causas para o Linfoma Não-Hodgkin, alguns fatores podem ajudar no desenvolvimento da doença, como pessoas com deficiência de imunidade, uso de drogas imunossupressoras, exposição à radiação, infecção pelo HIV e exposição a agentes químicos como solventes, pesticidas, fertilizantes, agrotóxicos entre outros.

Quais os sintomas?
Alguns sinais que precisam ser investigados são gânglios aumentados no pescoço, axilas e/ou virilhas, suor noturno, febre, coceira na pele e perda de peso sem motivo aparente.

Como se detecta?
Suspeita ao exame clínico e exames de imagem associados a confirmação pela biopsia.

Há como prevenir?
Não há como fazer a prevenção primária do Linfoma Não-Hodgkin, que significa evitar que ele apareça, mas dieta rica em verduras e frutas parecem ter efeito protetor contra esse tipo de Linfoma.

O Linfoma de Hodgkin tem cura?
Sim, a chance de cura é grande para esse Linfoma.

Tratamentos

Quais são os tratamentos para Leucemia?
O tratamento é Quimioterápico e/ou Radioterápico.

Dúvidas frequentes sobre transplante de medula óssea

O que é transplante de medula óssea?
É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como Leucemia e Linfoma. Consiste na substituição de uma medula óssea doente por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.

Quando é necessário o transplante?
Em alguns tipos de Leucemias (Leucemia Mielóide Aguda, Mieloma Múltiplo, neuplasia de medula e Leucemia Linfóide Aguda) e em Linfomas, o transplante pode ser indicado.

Como é o transplante para o doador?
Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde.

Como é o transplante para o paciente?
Depois de se submeter a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sanguínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.

O que é compatibilidade?
Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. A análise de compatibilidade é realizada por meio de testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade.

O que fazer quando não há um doador compatível?
Quando não há um doador aparentado (irmão ou parente próximo), a solução para o transplante de medula é fazer uma busca nos registros de doadores voluntários, tanto no Registro Nacional de Doadores Voluntários no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea

O que a população pode fazer para ajudar os pacientes?
Todo mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (5 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome e sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

Atenção! Fique atento aos sintomas abaixo e, caso apresente um ou mais deles, procure um hematologista:
Sinais de cansaço intenso;
Palidez das mucosas;
Dores ósseas;
Presença de caroços (gânglios) aumentados em qualquer parte do corpo.

Infectologia é a especialidade médica que se ocupa do estudo das doenças causada por diversos patógenos como príons, vírus, bactérias, protozoários, fungos e animais. No IBCC, por meio do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), os profissionais da especialidade desenvolvem diversas ações para reduzir ao máximo a incidência de infecções hospitalares.

O que é câncer de mama?
O câncer de mama é uma alteração na mensagem genética das células da mama que passam a crescer indefinitivamente e invadir outros tecidos. É o tipo de câncer que mais acomete as mulheres, mas, se diagnosticado e tratado precocemente, as chances de cura são bem elevadas. O diagnóstico positivo é sempre uma notícia impactante, mas é importante estar bem informada para conversar com a equipe médica sobre as opções de terapias disponíveis e mais apropriadas para o seu caso.

Saiba mais sobre Mastologia
Mastologia é a especialidade médica que estuda as doenças da mama, dentre elas o câncer da mama. Esta especialidade vem evoluindo muito devido ao melhor conhecimento das alterações que levam ao câncer e também à detecção precoce do câncer da mama, que permite maior probabilidade de cura, com o emprego de modernos e menos agressivos métodos de tratamento e seguimento da paciente.>

Dúvidas frequentes:
O que causa o câncer de mama?
Ainda não existe um conhecimento pleno de todas as causas do câncer de mama; por isso, a principal estratégia de tratamento desta doença visa à sua erradicação cirúrgica na fase inicial de seu desenvolvimento. Alguns fatores de risco estão envolvidos com a maior probabilidade do desenvolvimento desse tipo de câncer, por exemplo: genético, idade acima de 40 anos, gravidez tardia, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, antecedente pessoal de câncer, antecedentes familiares de primeiro e segundo graus (avó, mãe, tia irmã e filha) de câncer de mama, dentre outros.

Como se detecta o câncer de mama?
O melhor método para se diagnosticar precocemente o câncer de mama é o exame mamográfico. Por meio dele, podemos identificar a doença antes mesmo dela se tornar um nódulo. A mamografia é um exame indicado principalmente para as mulheres acima de 35 anos, pois nas mulheres muito jovens a imagem mamográfica não apresenta boa definição. Nesses casos, para o diagnóstico, o mastologista pode solicitar outros exames, como a ultrassonografia e a ressonância magnética. Quando associados, eles melhoram as chances diagnósticas pré-terapêuticas.

Como são reconhecidos os sintomas do câncer de mama?
Os sintomas costumam aparecer tardiamente, podendo surgir incialmente o nódulo. Embora a dor seja o sintoma mais frequente que acometem as mamas, ela raramente está relacionada ao câncer, mas à ação hormonal no parênquima (tecido) mamário. Os sintomas de alerta são os seguintes: saliências que ocorrem nas mamas ou axilas, alterações do tamanho e formato das mamas, retrações na pele e no complexo aréolo-mamilar (bico do deio) e secreções papilares espontâneas. É importante ressaltar que, embora esses sintomas sejam considerados como um sinal de alerta, eles não são necessariamente indicadores da existência do câncer, podendo decorrer de patologias benignas.

Quando e como é feita a confirmação diagnóstica?
As pacientes sintomáticas ou aquelas que apresentam alterações detectadas pelos exames de rotina devem ser submetidas a exames complementares – mamografia e ultrassonografia –, para estabelecer o diagnóstico. Outros exames, em situações especiais, podem ser utilizados, como ressonância magnética e cintilografia mamária. A certeza diagnóstica será obtida por meio da biópsia cirúrgica.

O câncer de mama pode ser prevenido?
Não há como fazer a prevenção primária do câncer de mama, que significa evitar que ele apareça. O que se pode fazer é o diagnóstico precoce da doença, que possibilita o aumento das chances de cura. Sendo assim, hábitos saudáveis são aliados importantes e sua adoção é reconhecida como medida que colabora com a menor possibilidade de ocorrência do câncer. São eles: não fumar, ingerir dieta rica em fibras e pobre em gordura, praticar exercícios físicos no mínimo três vezes por semana e evitar contato com agentes químicos cancerígenos.

O câncer de mama tem cura?
Sim. As chances de cura do câncer de mama podem chegar a 100% dos casos detectados na fase inicial. Quanto mais cedo ele for diagnosticado, melhores serão os resultados.

O autoexame é um método diagnóstico?
Ele pode indicar alterações na mama e muitas vezes é o alerta para que as pacientes procurem pelo atendimento médico, mas o autoexame não substitui a mamografia e nem a consulta ao mastologista. Ele é importante para que a mulher conheça o seu corpo.

O câncer de mama é hereditário?
A maior parte dos canceres de mama não. Apenas 10% são considerados hereditários. O risco aumenta quando existem casos de parentes próximas (avó, mãe, tia, irmã e filha) com câncer nas duas mamas ou de ovário e que tenham sido acometidas com menos de 40 anos.

Qual é a periodicidade necessária para os exames de rotina?
Normalmente, o exame de rotina deve ser anual, mas poderá ser feito em intervalos diferentes. O mastologista determinará o prazo ideal para cada caso.

Como é o tratamento do câncer de mama?
O tratamento pode ser cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico, dependendo do estadiamento da doença.

Quais os tipos de cirurgias existentes?
Os principais tipos de cirurgias existentes são:
- Mastectomia simples: consiste na retirada total da mama;
- Mastectomia radical: consiste na retirada total da mama junto com os linfonodos (gânglios) da axila;
- Setorectomia: consiste na retirada do tumor, com margem livre ao redor do mesmo, com ou sem a retirada dos linfonodos da axila;
- Outras técnicas cirúrgicas podem ser necessárias em função das especificidades de cada caso.

Quando a mama pode ser reconstruída?
A mama pode ser reconstruída no mesmo ato cirúrgico da retirada do tumor, mas também é possível aguardar o final do tratamento para isso. O tempo ideal deve ser avaliado pelo mastologista.>

Todas as mulheres com câncer de mama podem fazer a cirurgia de reconstrução mamári
Na maioria dos casos elas podem se beneficiar da cirurgia de reconstrução mamária.>

Confira as dúvidas mais frequentes sobre mamografia:
Qual é a idade em que a mulher deve fazer o exame de mamografia?
A primeira mamografia deve ser realizada entre 35 e 40 anos. Após os 40 anos, deve ser realizada anualmente nas mulheres que não apresentam fatores de risco ou sintomas. As que estiverem dentro de grupo de risco ou com histórico familiar devem ter o exame indicado pelo médico.>

A mamografia dói?
Nem todas as mulheres sentem dor quando fazem o exame de mamografia, mas algumas se queixam de certo desconforto provocado pela compressão da mama. Isso porque, para obter imagens detalhadas durante o exame, é necessária a compressão da mama, o que pode causar dor.>

As mulheres com prótese de silicone podem ser submetidas normalmente ao exame de mamografia?
Sim. Existe técnica específica para esses casos. A ultrassonografia pode colaborar como exame complementar.

Alguns mitos sobre câncer de mama:
O uso de desodorante pode causar câncer de mama?
Não. O câncer de mama não está relacionado ao uso de desodorantes.

Soutien causa câncer de mama?
Não. Até o momento não existe nenhum estudo científico que relacione o uso do soutien com o câncer de mama.

Ingerir água em garrafas plásticas deixadas no carro pode provocar câncer de mama?
Não tem comprovação científica.

As próteses de silicone podem provocar câncer de mama?

Não. As próteses de silicone não provocam câncer de mama.

Auto Exame: http://www.ibcc.com.br/autoexame/mama.asp

As informações contidas nesta página são orientações gerais. Elas nunca devem substituir as especificações feitas pelo médico para o seu caso

Em construção

A Neurologia é a especialidade médica – clínica e cirúrgica - que trata todas as doenças que envolvem o Sistema Nervoso Central (composto pelo encéfalo e pela medula espinal) e o Sistema Nervoso Periférico (composto pelos nervos e músculos), além das membranas que os envolvem.

Oncologia é a especialidade da Medicina que trata os diversos tipos de câncer. Ela é subdividida em várias especialidades, cada uma delas destinada ao diagnóstico e tratamento dessa doença nos diversos órgãos e tecidos do corpo humano.

O organismo humano é formado por células dispostas de maneira organizada e interativa, compondo os tecidos, que, por sua vez, formam os órgãos. A maioria das células está em constante renovação, num processo altamente organizado, dependente de um código genético pré-estabelecido, que permite evitar eventuais distorções da arquitetura original das células, durante as fases de multiplicação e crescimento.

Cada célula possui uma mensagem, em seu material genético (DNA), que determina, ao longo da vida, a sua capacidade de crescimento, multiplicação, função, diferenciação e morte. Essa mensagem regula todas as funções bioquímicas celulares, fazendo com que as células possam controlar o quanto, quando e como devem se multiplicar e crescer.

Ocasionalmente, podem ocorrer fatos que contribuem para provocar dano no DNA da célula, ocasionando mensagens genéticas alteradas, que determinam a perda de alguns controles bioquímicos e fazem as células iniciarem um processo de multiplicação de maneira incontrolável e permanente, além de adquirir a capacidade de invasão e destruição das células vizinhas.

Essa modificação de comportamento celular é chamada de câncer, ou seja, uma alteração genética que produz crescimento incontrolável favorecendo o acúmulo desordenado de células, além de ativar a capacidade de invasão local e/ou à distância.

Não existe apenas um tipo de câncer. Os diversos tecidos que compõem cada órgão podem dar origem a diferentes tipos de tumores.

É a especialidade da Medicina que trata os pacientes com câncer. Ela está dividida em dois procedimentos básicos: hormonioterapia e quimioterapia.

A Ortopedia Oncológica é a especialidade médica que trata ososteossarcomas (tumor que atingem os ossos, os músculos e as articulações). Em alguns casos, esta especialidade também trata neoplasias em outros órgãos que tenham evoluído e desenvolvido metástases nestas regiões.

A equipe de psiquiatria do IBCC atende apenas a pacientes que estão em tratamento oncológico no hospital.Para atendimento, os médicos ou psicólogos encaminham uma solicitação de avaliação para a Unidade de Psiquiatria.

Os transtornos atendidos são os diretamente ligados ao câncer, como depressões e/ou ansiedade, ou ainda, quadros pré-existentes que possam interferir direta ou indiretamente no tratamento.

Saiba mais sobre Radioterapia

O que é Radioterapia?
É um tratamento que utiliza radiação ionizante, com a finalidade de destruir ou impedir que as células de um tumor se multipliquem, eliminando as células tumorais e promovendo o reparo celular, contribuindo, desta forma, para o controle local e a melhora da qualidade de vida do paciente.
Dúvidas frequentes

O que é radiação ionizante?
São ondas eletromagnéticas que alteram a estrutura da matéria viva da célula.
Quais os objetivos da Radioterapia?
A Radioterapia pode fazer com que o tumor desapareça e a doença fique controlada.
Quando não é possível obter a cura, a Radioterapia pode contribuir para melhorar a qualidade de vida, já que diminui o tamanho do tumor, o que alivia a pressão, reduz hemorragias, dores e outros sintomas, proporcionando alívio aos pacientes.
A Radioterapia atinge as células normais?
Sim, porém, as células normais possuem uma capacidade maior de se regenerar do dano causado pela radiação do que as células anormais. Portanto, na maioria das vezes, a doença é destruída e as células normais se recuperam após o término do tratamento. Além disto, a Radioterapia moderna, com técnicas precisas, permite que depositemos doses elevadas nas células doentes ao mesmo tempo em que protegemos as células normais do organismo.
Por que, em alguns casos, a Radioterapia é utilizada no lugar da cirurgia?
Algumas vezes, o tumor pode ser controlado pela Radioterapia, não havendo necessidade de procedimento invasivo. A Radioterapia pode, ainda, ser empregada em conjunto com a cirurgia, Quimioterapia e/ou Hormonioterapia.
Quais são os efeitos da Radioterapia?
Após confirmação da indicação e da técnica de Radioterapia escolhida pelo médico radioterapeuta, o paciente passa pelas seguintes fases:
A. Tomografia de planejamento
As imagens geradas pela Tomografia são enviadas para um computador onde será efetuado o planejamento.
B. Planejamento
Nessa etapa será delimitado, na imagem da tomografia, o local do corpo que será tratado, bem como os órgãos normais adjacentes que serão protegidos. Após a identificação dessas estruturas, o planejamento das incidências da radiação é realizado pela equipe de física –médica. O médico e físicos avaliam se a distribuição da dose de radiação está adequada, ou seja, se o local que precisa ser trado está recebendo de forma homogênea dose prescrita e os órgãos normais o mínimo possível.
C. Aplicações
Após o término do planejamento, o paciente começa a receber as aplicações, cujo número pode variar de uma única aplicação até 42. Essas aplicações são diárias, realizadas nos dias úteis, e o paciente fica na sala de tratamento entre 10 e 20 minutos, dependendo da complexidade da técnica utilizada. As aplicações são indolores e geralmente os pacientes saem bem, sem sintomas.
D. Revisões semanais
Durante o tratamento, os pacientes passam pelo menos uma vez por semana em consulta para solucionar dúvidas com o médico e serem examinados. Outros profissionais, como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, dentistas e enfermeiros acompanham a evolução e, se houver necessidade, participam do tratamento.
E. Alta
No último dia de tratamento, o paciente passa em consulta de alta com o médico. Nessa consulta, o médico o orientará quanto aos próximos passos, agendará as consultas de retorno e entregará o relatório da Radioterapia realizada por escrito.
F. Seguimento
Após o término do tratamento, o paciente será periodicamente acompanhado pelo médico Radioterapia, em conjunto com os outros médicos envolvidos. A frequência das consultas e dos exames complementares depende de cada situação clínica.
O paciente fica com irradiação no corpo?
A radiação emitida pela Radioterapia externa atravessa o corpo do paciente e não impregna em seu interior. Portanto, o paciente não fica radioativo e não há problemas de contato com outras pessoas. Quando o paciente é tratado com implante de material radioativo de forma permanente haverá emissão de radiação do interior do mesmo por um determinado tempo. Nesses casos, o paciente recebe as instruções específicas sobre os cuidados que deve ter e por quanto tempo.
Quais são os efeitos da Radioterapia?
Tanto os efeitos benéficos como os indesejados dependem da dose utilizada e da área do corpo que está sendo tratada. É possível, em muitas ocasiões, o paciente não ter qualquer efeito colateral durante o tratamento ou apresentar apenas uma reação passageira na pele por onde a radiação atravessou.
Como cada efeito colateral depende de cada caso, é muito importante que o paciente seja orientado pelo médico quanto a esses efeitos e como tratá-los ou amenizá-los.
Eles variam em função da área tratada e da dose. Muitos efeitos colaterais, porém, desaparecem rapidamente após o término do tratamento. Alguns deles são:
- náusea e vômitos: podem ser controlados com medicação. Mudanças na dieta e redução dos condimentos (pimenta e temperos fortes) podem ajudar;
- perda do apetite: refeições devem ser feitas em pequenas quantidades e com mais frequência;
- diarreia: a irradiação do abdome pode desencadear aumento das evacuações. Beber muito líquido e evitar alimentos com muitas fibras (vegetais crus e frutas frescas como laranjas) são dicas importantes;
- mudança de paladar: a irradiação das lesões na boca e no pescoço alteram a capacidade de perceber o sabor dos alimentos. Ao término do tratamento essas alterações voltam ao normal após um determinado período;
- boca irritada: durante o tratamento de lesões de cabeça e pescoço, a boca fica ressecada e muitas vezes com lesões do tipo "aftas". Manter a boca úmida e limpa, fazendo bochechos com água bicarbonatada, ajuda bastante.

O que o paciente pode fazer para contribuir com o sucesso do tratamento?

- proteger a área de tratamento;
- usar roupas confortáveis;
- proteger a área de tratamento do sol;
- evitar o uso de sabonetes perfumados, perfumes, bolsas quentes ou frias;
- comer alimentos saudáveis;
- beber bastante líquido;
- não consumir bebida alcoólica;
- avisar o médico sobre medicações que já faz uso;
- perguntar sobre suas dúvidas durante as revisões semanais.

Há algumas sugestões que possam contribuir para reduzir as náuseas dos pacientes em tratamento radioterápico?

Sim. Algumas delas são:
- fazer refeições em pequenas quantidades e várias vezes ao dia (pelo menos seis vezes);
- ingerir alimentos em temperatura ambiente;
- ingerir lentamente bebidas geladas;
- manter a higiene oral;
- evitar fumar;
- evitar bebidas alcoólicas, café, chá preto e chá mate;
- evitar sentir o cheiro de comida durante o seu preparo;
- evitar frituras, alimentos gordurosos e muito temperados e doces concentrados, como o de leite, goiabada, marmelada, cocada, calda de compota, creme e bolos recheados;
- evitar comer uma ou duas horas antes da Quimioterapia;
- não deitar logo após as refeições.

O que fazer em caso de ressecamento da boca (xerostomia)?
Fazer a higiene oral com frequência, aumentar a ingestão de líquidos durante o dia, beber pequenas quantidades de líquidos durante as refeições e acrescentar molhos e caldos nos alimentos. O seu médico poderá receitar uma fórmula para substituir a saliva.

O que fazer em caso de aftas (mucosites)?
Aumentar a ingestão de líquidos, evitar alimentos muito quentes ou muito frios, dar preferência a alimentos macios e fáceis de mastigar e engolir, como purês, sopas, cremes, pudins, gelatinas, mingaus, vitaminas e carnes moídas ou desfiadas, evitar alimentos ácidos, crus, duros e secos.
Fazer a higiene oral com frequência (30 minutos após as refeições e a cada quatro horas, usando escova de dentes macia, creme dental não-abrasivo ou solução de bicarbonato com sódio), limpar a prótese dentária quatro vezes ao dia, umedecer os lábios com manteiga de cacau, ingerir dois litros de água por dia e fazer bochechos com solução de água bicarbonato (diluir uma colher de chá de bicarbonato de sódio em duas xícaras de água).

O quer fazer em caso de diarreia?
Usar regularmente a medicação prescrita, fazer refeições pobres em fibras, aumentar a ingestão de líquidos por dia (água + refresco + chás), evitar alimentos muito frios ou muito quentes, evitar os alimentos considerados laxativos (verduras cruas ou cozidas, alimentos integrais e frutas como laranja, mamão, abacate e ameixa), dando preferência por maçã sem casca, goiaba, limão, melão e banana, evitar alimentos gordurosos como leite integral e seus derivados (creme de leite e queijos gordurosos) e reduzir o consumo de açúcar refinado, açúcar mascavo e mel.

O que fazer em caso de prisão de ventre (obstipação)?
Beber muito líquido durante o dia (os líquidos quentes aumentam o trânsito intestinal), aumentar o consumo de frutas (mamão, laranja, abacate e ameixa), ingerindo sempre que possível fibras, aumentar o consumo de verduras cruas e cozidas e evitar o consumo de amido de milho, creme de arroz, fubá e farinha de trigo.

Rotina da Radioterapia

1. Avaliação médica: é necessário agendamento prévio;
2. Programação do tratamento: após a primeira consulta, o médico, de posse de todos os exames, define qual o tratamento indicado, assim como quais os acessórios serão usados, previsão do número de sessões (dias), finalidade do tratamento e reações, entre outras informações;
3. Conforme a agenda, os auxiliares de atendimento (Recepção) definem com o paciente os dias e horários de tratamento;
4. Uma vez agendado, esse horário é mantido por todo o tratamento;
5. Caso haja necessidade de autorização prévia para o tratamento (convênios), o paciente deve aguardar a liberação da Central de Autorizações. Neste caso, assim que autorizado, os auxiliares de atendimento entram em contato com o paciente;
6. Após o agendamento, o paciente é orientado pela equipe de Enfermagem sobre o preparo para os procedimentos;
7. O tratamento tem duração de 12 a 15 minutos, por sessão, dependendo do tipo de equipamento selecionado e da técnica empregada.

Horários de atendimento

• Recepção: 6h30 às 22 horas;
• Aparelhos: 7 horas às 21h30.

Recomendações durante o tratamento:

• Procure chegar 15 minutos antes do horário marcado (identificado no cartão de tratamento);
• Apresente-se à Recepção para se identificar e, em seguida, coloque o seu cartão de tratamento no local indicado. No caso de esquecimento ou perda do mesmo, informe a Recepção;
• Evite comparecer fora do seu horário de tratamento, pois isso acarreta atraso nos aparelhos;
• Lembre-se de que pode haver atraso no atendimento devido a possíveis emergências, assim como a manutenção corretiva da máquina;
• Comunique à Recepção caso precise faltar ao tratamento;
• Procure usar roupas leves, que facilitem despir-se e vestir-se;
• Evite usar roupas apertadas, pois a pele pode ficar mais sensível durante o tratamento;
• Fique imóvel durante o tratamento, para que a radiação não ultrapasse os limites da área que está sendo tratada;
• Mantenha a área em tratamento sem depilação. Caso necessite, a Enfermagem irá orientá-lo;
• Após cinco dias de tratamento, o paciente é reavaliado pelo médico (revisão semanal). A data exata deste procedimento é avisada pelo técnico do aparelho;
• Comunique ao técnico do aparelho ou a Enfermagem sobre qualquer dúvida ou queixa referente ao tratamento, antes do início de cada sessão, para que seu médico possa tomar as devidas providências;
• Evite tomar banho de piscina e de mar, assim como fazer uso de sauna durante o tratamento, pois são contraindicados neste período;
• Mantenha uma alimentação normal e procure ingerir bastante líquido.
Cuidados com a pele

• Lave a área em tratamento com água e sabão neutro ou à base de glicerina e enxugue-a com uma toalha macia, sem esfregar;
• Cremes, loções, talcos, desodorantes, perfumes, pomadas ou outras substâncias na área em tratamento só poderão ser utilizados após orientação da equipe médica e da Enfermagem;
• Utilize curativos na pele somente após orientação da Enfermagem e do médico;
• Evite o uso de bolsas de água quente ou gelo e banhos muito quentes;
• Proteja a pele da luz solar.
Receitas:

Suco rico em ferro

• 1 banana pequena;
• 1 beterraba pequena, crua e sem casca;
• 1 cenoura pequena, crua e sem casca;
• 1 copo de 250 ml de suco de laranja;
• 1 colher de sopa de germe de trigo;
• 1 colher de sopa de aveia;
• 1 colher de chá de levedo de cerveja em pó.
Bata tudo no liquidificador e beba em seguida.

Sopa rica em ferro

• ½ maço de rúcula;
• ½ kg de inhame;
• 1 beterraba;
• 2 cenouras;
• 1 espiga de milho debulhado;
• 1 talo de aipo;
• 3 galhos de salsa;
• 2 mandioquinhas;
• 3 folhas de couve;
• ½ xícara de feijão;
• 50g de carne bovina;
• 2 galhos de espinafre;
• 1 colher de sopa de shoyu;
• ½ colher de óleo de canola;
• Alho e cebola a gosto;
• Sal moderado.
Cozinhe tudo junto, espere esfriar e bata no liquidificador.

Sucos para prevenir náuseas

• 1 gomo de limão;
• 1 fatia fina de raiz de gengibre;
• 1 cacho médio de uvas;
• água mineral com gás.
Bata tudo no liquidificador, coe e beba em seguida

• 1 fatia fina de raiz de gengibre;
• 1 maçã sem semente;
• água mineral com gás.
Bata tudo no liquidificador e beba em seguida.

• 1 Beterraba pequena;
• 2 ou 3 Maçãs sem semente.
• água mineral.
Bata tudo no liquidificador e beba em seguida.

• 1 kiwi;
• 1 maçã;
• 1 cacho pequeno de uvas;
• água mineral.
Bata tudo no liquidificador com água e beba em seguida.

Suco para prevenir constipação

• 5 ameixas secas sem sementes;
• ½ mamão papaia;
• 200 ml de água mineral
Um dia antes de fazer o suco, coloque as ameixas no copo com água. Na hora do preparo, bata no liquidificador as ameixas, a água e o mamão por 3 minutos. Sirva sem coar.

Contamos com uma equipe de Enfermagem para orientar os pacientes sobre os cuidados necessários com a região em tratamento.
Mantenha seus dados cadastrais atualizados, especialmente os telefones e e-mails. Em caso de dúvidas, entre em contato pelos telefones (11) 3474-4250 e (11) 3474-4251 ou pelo PABX (11) 3474 4222.

As informações contidas neste folder são orientações gerais. Elas nunca devem substituir as especificações feitas pelo médico para o seu caso.

O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) oferece uma Unidade de Cuidados Paliativos, com seis leitos, além de uma área para atividades multidisciplinares e de integração.

A unidade tem a finalidade de garantir um tratamento humanizado para os pacientes fora de condições terapêuticas, por meio de tratamentos para o alivio de dor e de outros sintomas. Neste local, eles receberão o apoio de uma equipe capacitada, assim como de sua família, o que garantirá chances de assimilar melhor o processo pelo qual estão passando.

A UTI do IBCC é responsável pelo atendimento do paciente oncológico com intercorrências clínicas e/ou cirúrgicas que colocam sua vida em risco.

A vigilância clínica é feita durante 24 horas, por equipe composta de médicos especializados e enfermeiros. Esses profissionais, além do perfil de intervenção imediata, também devem ter uma visão humanizada do tratamento, com capacidade para dar apoio emocional ao paciente.

Na UTI também é necessária a presença de um fisioterapeuta.

Saiba mais sobre Urologia

O que é Urologia?
Urologia é a especialidade médica que se ocupa das doenças relacionadas às vias urinárias e ao sistema reprodutor masculino. Os urologistas são os profissionais que tratam de pacientes com distúrbios ou doenças nesses órgãos, como o câncer. Rins, ureteres, bexiga urinária, testículos, epidídimos (canal localizado atrás do testículo e que coleta e carrega o esperma), ducto deferente, vesículas seminais, próstata, pênis e adrenal são os órgãos tratados pela Urologia.

Quais são os principais cânceres que atingem os órgãos estudados pela Urologia?
Próstata, bexiga, rim, testículos e pênis são os principais órgãos que podem ser acometidos pelo câncer na Urologia. Dentre eles, próstata, bexiga e testículos são os mais comuns, representando mais de 90% dos casos de cânceres urológicos.

Câncer de próstata

O que é próstata?
A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen, logo abaixo da bexiga e à frente do reto. Ela envolve a porção inicial da uretra, tubo que elimina a urina da bexiga. A próstata também produz parte do sêmen liberado durante o ato sexual.

O que é câncer de próstata?
É uma doença que faz as células da próstata sofrerem alterações e começarem a se multiplicar sem controle. O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.

Diagnóstico / Prevenção

O que causa o câncer de próstata?
Ainda não existe um conhecimento pleno de todas as causas do câncer de próstata, mas alguns fatores podem aumentar as chances de desenvolver a doença. A idade é um deles. Cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Outro ponto é o histórico familiar. Um homem que possui um parente (pai e irmãos) com câncer de próstata tem de duas a 10 vezes mais chances de desenvolver a doença do que um homem que não possui nenhum parente próximo com a enfermidade.

Quais os sintomas do câncer de próstata?
Na fase inicial, o câncer de próstata tem evolução silenciosa e seus sintomas são parecidos com o crescimento benigno da próstata. São eles: dificuldade de urinar e necessidade de urinar mais vezes durante o dia e à noite. Na fase avançada, com sua disseminação,pode provocar dor nos ossos, infecção generalizada e insuficiência renal.

Como se detecta o câncer de próstata?
O câncer de próstata pode ser investigado por meio dos exames: toque retal e Antígeno Prostático Específico (PSA, do inglês). No toque retal, o médico introduz o dedo indicador recoberto por uma luva no ânus do paciente para palpar a próstata. Se há aumento da glândula, endurecimento ou nódulos, o profissional pode pedir exames-diagnósticos mais detalhados, como a ultrassonografia. Nos casos de alguma alteração, o médico solicitará uma biopsia, que poderá ser guiada pela ultrassonografia e assim confirmar o diagnóstico.

Há como prevenir o câncer de próstata? A partir de que idade os homens devem fazer exames preventivos de câncer de próstata e qual é a periodicidade indicada?
A melhor prevenção é fazer os exames anuais, mas a alimentação e a atividade física, reconhecidas como prevenção primária, podem ajudar a evitar o câncer de próstata. Isto porque alguns alimentos possuem uma certa capacidade protetora contra a doença, como o tomate e frutas em geral. Já a dieta rica em gordura animal pode aumentar o risco de desenvolver o câncer de próstata. Em relação à atividade física, os médicos recomendam, no mínimo, 30 minutos diários de exercício. Não fumar e não beber também são fortes aliados da saúde. Os homens com mais de 50 anos devem fazer os exames preventivos uma vez por ano. Porém, aqueles com casos de câncer de próstata na família (pai e irmãos) ou de câncer de mama (mãe e irmãs) devem procurar o urologista antes dessa idade.

O câncer de próstata tem cura?
Sim, especialmente os que forem diagnosticados precocemente, ou seja, aqueles localizados dentro da próstata.

Tratamentos

Qual é o tratamento indicado para o câncer de próstata detectado precocemente?
O procedimento mais empregado é a cirurgia radical (prostatectomia), com índice de cura de 96%. Quimioterapia e/ou Radioterapia também podem fazer parte do tratamento.

Quais são os tipos de tratamentos possíveis nos diagnósticos tardios?
É possível realizar um tratamento paliativo, sem a finalidade curativa, mas que pode manter o câncer inativo por um período superior a 20 anos. Nesses casos, é adotada a hormonioterapia.

Dúvidas frequentes sobre câncer de próstata

Todos os homens estão vulneráveis a desenvolver o câncer de próstata?
O câncer de próstata pode atingir qualquer homem. Porém, as estatísticas indicam que os homens com casos na família são mais vulneráveis ao desenvolvimento desse tipo de câncer.

É possível reverter o quadro de impotência nos pacientes submetidos ao tratamento do câncer de próstata?
A impotência propriamente dita só é aceita definitivamente após um ano da cirurgia, pois o retorno da atividade sexual costuma se desenvolver ao longo deste período nos indivíduos em que foi possível a preservação dos nervos erigentes (nervos responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos que comandam a ereção).

Câncer de bexiga

O que é bexiga?
É o órgão que armazena a urina produzida pelos rins.

O que é câncer de bexiga?
É uma doença que faz com que tumores malignos cresçam sem controle na bexiga urinária. Depois do câncer de próstata é o segundo que mais acomete os homens. Há três tipos de cânceres na bexiga. O carcinoma de células de transição (é o mais comum e começa nas células do tecido interno da bexiga); o carcinoma de células escamosas (surge nas células delgadas e planas, depois de infecção ou irritação prolongada); e o adenocarcinoma (ocorre nas células glandulares depois de um longo tempo de irritação ou inflamação).

Diagnóstico / Prevenção

O que causa o câncer de bexiga?
A causa exata do câncer de bexiga é incerta, mas fumar é um dos fatores principais que pode levar a pessoa a desenvolver a doença.

Quais os sintomas do câncer de bexiga?
Os sintomas são parecidos com outras doenças do aparelho urinário, como sangue na urina, dor quando está urinando e a constante necessidade de urinar, mas sem conseguir fazê-lo.

Como se detecta o câncer de bexiga?
A doença pode ser detectada por exame de urina, tomografia computadorizada e citoscopia (equipamento com câmera para analisar a bexiga).

Há como prevenir o câncer de bexiga?
Dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e verduras e pobre em gorduras pode ajudar a prevenir o câncer de bexiga. Não fumar também é fundamental para evitar o risco de desenvolver a doença.

Existe algum grupo de risco para o desenvolvimento do câncer de bexiga?
O grupo com maior probabilidade de desenvolver a doença são os homens brancos com idade avançada.

O câncer de bexiga tem cura?
A cura depende do estágio da doença, da idade e da saúde geral do paciente.

Tratamentos

Quais são os tratamentos para o câncer de bexiga?
Depende do grau da doença, podendo ser cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico, sempre seguindo a necessidade de cada caso. Há três opções de cirurgias: ressecção transuretral (remoção do tumor durante o exame citoscopia); cistotectomia segmentada (retirada de uma parte da bexiga); e cistotectomia radical (retirada completa da bexiga com construção de um novo órgão para armazenar a urina).

Câncer de testículo

O que é testículo?
É um órgão do sistema reprodutor masculino, localizado dentro da bolsa escrotal e responsável pela produção dos espermatozóides e da testosterona.

O que é câncer de testículo?
É uma doença que faz com que tumores malignos cresçam sem controle nos testículos. Dentre os tumores malignos do homem, 5% ocorrem nos testículos. Pode ser curado quando detectado precocemente e apresenta baixo índice de mortalidade.

Diagnóstico / Prevenção

O que causa o câncer de testículo?
Alguns fatores estão relacionados ao desenvolvimento do câncer de testículo, como histórico familiar, lesões e traumas na bolsa escrotal e criptorquidia (quando o testículo não desce para a bolsa escrotal). Na infância, o pediatra precisa verificar se a bolsa escrotal desceu normalmente para os testículos.

Quais os sintomas do câncer de testículo?
O principal sintoma é o surgimento de nódulo duro, geralmente indolor, mas é importante ficar atento a outras alterações, como aumento ou diminuição do tamanho dos testículos, dor na parte baixa do abdômen, sangue na urina e aumento dos mamilos. Por isso, é importante a realização do autoexame. Se notar qualquer anormalidade, procure um médico urologista.

Como se detecta o câncer de testículo?
O médico pode solicitar exames de sangue, ultrassonografia e biopsia para diagnosticar a doença.

O câncer de testículo tem cura?
Sim. As chances de cura do câncer de testículo podem chegar a 100% dos casos na fase inicial. Quanto mais cedo ele for diagnosticado, melhores serão os resultados.

Tratamentos

Quais são os tratamentos para o câncer de testículo?
O principal tratamento é o cirúrgico, complementado com Quimioterapia e/ou Radioterapia.

Dúvidas frequentes sobre câncer de testículo
A retirada do testículo afeta a vida sexual e reprodutiva do paciente?

Não, desde que o outro testículo esteja sadio.

Autoexame

» Clique no link e saiba como realizar o autoexame

Câncer de rim

O que é rim?

Os rins são duas glândulas localizadas nos lados da coluna vertebral. Eles exercem algumas funções vitais para o organismo, como filtrar impurezas, equilibrar a pressão arterial e produzir hormônios e vitaminas.

O que é câncer de rim?
É uma doença que faz as células dos rins sofrerem alterações e começarem a se multiplicar sem controle.

Diagnóstico / Prevenção

O que causa o câncer de rim?
A causa exata do câncer nos rins ainda é desconhecida, mas alguns fatores aumentam os riscos de desenvolver a doença, como tratamento com diálise, histórico na família, hipertensão, fumo, doença renal policística, etc.

Quais os sintomas do câncer de rim?
Dor nas costas, perda de peso, sangue na urina, inchaço das veias ao redor de um testículo, dor abdominal e inchaço do corpo.

Como se detecta o câncer de rim?
Se a doença não se espalhou pelo corpo, ela pode ser diagnosticada por exame físico ou exames como tomografia computadorizada abdominal, hemograma completo e ultrassom do abdômen e dos rins. Mas, se o câncer estiver em outros órgãos, a doença pode ser descoberta pelos exames de cintilografia óssea, tomografia por emissão de pósitrons (PET, do inglês) e ressonância magnética abdominal.

Há como prevenir o câncer de rim?
Não há como prevenir o câncer de rim, mas não fumar, praticar atividade física regularmente e controlar o peso são alguns fatores que podem ajudar a evitar o mal.

O câncer de rim tem cura?
A cura depende do estágio da doença, da idade e da saúde geral do paciente.

Tratamentos

Quais são os tratamentos para o câncer de rim?
O principal tratamento é cirúrgico, mas em alguns casos o tratamento hormonal pode reduzir o crescimento do tumor. Radioterapia e Quimioterapia não são eficazes no combate ao câncer de rim.
As informações contidas neste folder são orientações gerais. Elas nunca devem substituir as especificações feitas pelo médico para o seu caso.

Veja mais sobre as especialidades não-médicas presentes no IBCC:

O serviço de Enfermagem do IBCC conta com uma renomada prática assistencial humanizada, cujo principal objetivo é cuidar do paciente oncológico.

Com uma visão holística, juntamente com o conhecimento científico especializado, o IBCC busca constantemente a melhor forma de atender às necessidades individuais de cada cliente.

Todos os setores têm como base atender às mais diversas especialidades oncológicas, como Ginecologia, Mastologia, Tumores Cutâneos e Cirurgia Torácica.

Atendemos os principais convênios médicos, pacientes particulares e do Sistema Único de Saúde (SUS), sempre com as melhores opções de internação em enfermarias ou em apartamentos, para sua melhor comodidade.

A equipe de fisioterapia visa a prevenção, manutenção e recuperação da saúde e da capacidade funcional e também a qualidade de vida do paciente oncológico. Para isso está presente 24 horas por dia, nas Unidades de Internação, Unidade de Terapia Intensiva, Cuidados Paliativos e TCTH, atendendo as necessidades dos pacientes internados que precisam de cuidados respiratórios e motores.

No ambulatório, é oferecido ainda acompanhamento individualizado e em grupo, com encaminhamento médico e agendamento prévio.

O fonoaudiólogo hospitalar contribui de forma direta com a recuperação do paciente oncológico, prevenindo e reabilitando as possíveis afecções relacionadas com a dificuldade de alimentação no período de internação hospitalar e ambulatorial.

O objetivo do trabalho é garantir a segurança do paciente com a aplicação de protocolos e integração com a equipe multidisciplinar. A equipe de fonoaudiologia do IBCC está presente diariamente nas unidades de internação e ambulatórios com horário marcado após encaminhamento médico, para prevenir, avaliar, reabilitar ou readaptar as funções alteradas pela patologia. A participação do fonoaudiólogo hospitalar minimiza o tempo de internação, facilita a evolução do tratamento e melhora o dia a dia do paciente, proporcionando maior qualidade de vida e reinserção social.

O Serviço de Nutrição e Dietética (SND) faz parte integral do tratamento do paciente oncológico, já que o câncer é uma doença que passa por um processo metabólico destrutivo e faz com que o paciente necessite de uma alimentação adequada em cada fase do tratamento.

O diagnóstico nutricional, então, é fundamental para que os pacientes respondam da melhor forma possível as terapêuticas a que possam ser submetidos.

No IBCC, o SND presta atendimento a todos os pacientes internados, começando pelo grupo pré-operatório, em que pacientes e acompanhantes recebem explicações sobre rotinas do Serviço e são esclarecidas as possíveis dúvidas sobre a alimentação durante a internação.

A triagem nutricional é feita no momento da internação e tem como objetivos adequar a alimentação às necessidades e aos hábitos alimentares do paciente. Diariamente são realizadas visitas, verificando-se a aceitação das refeições e quais as adaptações necessárias para aumentar a adesão do paciente com relação à dieta prescrita. Alguns pacientes são encaminhados à Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN), composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas e farmacêuticos que, juntos, discutem a evolução e os procedimentos indicados para cada caso. No momento da alta hospitalar, os pacientes com nutrição enteral via sonda recebem orientação sobre a dieta e, quando necessário, são encaminhados para o atendimento ambulatorial.

Além disso, visando humanizar o atendimento, o SND desenvolve algumas atividades, como:

- Respeito aos hábitos alimentares e desejos: os pacientes da TMO recebem diariamente um cardápio com opções para escolha do almoço e jantar.

- Em datas comemorativas como Páscoa, Natal e Ano Novo, é oferecido um cardápio especial para os pacientes internados e colaboradores;

- No momento da pega da medula ocorre, para os pacientes transplantados da TMO, uma comemoração com bolo e refrigerante;

- Mensalmente, para pacientes internados na enfermaria TCTH, são realizados jantares especiais com refrigerantes, pizza, pastel, cachorro quente, lanche de metro e tortas;

- Todos os pacientes que estão recebendo a quimioterapia, no horário do almoço, recebem uma refeição como cortesia.

Com o objetivo de proporcionar um atendimento integral, o IBCC conta com uma equipe de psicólogos que oferecem suporte emocional em todas as unidades da instituição. O atendimento é realizado individualmente conforme a necessidade apresentada. O foco é a compreensão de vivências que lhe causam sofrimento neste processo de hospitalização e/ou enfrentamento no tratamento oncológico, momento este de mudança na vida de pacientes e familiares.

Para isso o serviço está a disposição nas unidades de internação a pedido da equipe ou paciente e familiares, e nos ambulatórios mediante encaminhamento e agendamento prévio.

O Serviço Social visa detectar possíveis situações sociais que estejam interferindo no tratamento, informar sobre os direitos dos pacientes oncológicos, previdência social, recursos da comunidade e orientação de exames externos.

O atendimento é realizado nas unidades de internação a partir de acionamento da equipe ou a pedido do paciente ou familiares. No ambulatório é possível agendar uma consulta de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

A Terapia Ocupacional é a área de Saúde responsável pelas atividades humanas, planejamento e organização do cotidiano (dia a dia), possibilitando melhor qualidade de vida. Ela atua em desenvolvimento, educação, emoções, desejos, habilidades, organização de rotina, utilizando de recursos adaptativos para facilitação e economia de energia nas atividades cotidianas. Todas estas ações têm o objetivo de aumentar a autonomia e independência de seus pacientes.

O atendimento da terapia ocupacional está disponível para todos os pacientes internados na instituição a partir da solicitação da equipe.

O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) é um hospital especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Com atenção especial ao paciente desde sua chegada ao hospital até o momento de sua alta, o IBCC é reconhecido pelo tratamento humanizado, característica marcante de suas equipes médicas e de Enfermagem e dos demais profissionais que atuam no hospital.

Confira abaixo nossos tratamentos:

 

A unidade de TCTH do IBCC está capacitada para realizar qualquer tipo de transplante: autólogo (também conhecido como autotransplante, quando as células progenitoras provêm do próprio paciente); alogênico (células progenitoras provêm de doadores aparentados e não-aparentados) e singênico (células progenitoras provêm de gêmeos idênticos – univitelinos).

Com capacidade total para 50 leitos e atualmente com 33 ativos, a Unidade de TCTH do IBCC apresenta diferenciais importantes para o tratamento da doença:

– Os quartos são autorreversíveis em UTI e evitam a transferência do paciente para uma UTI geral e sua exposição a outros pacientes.

– O papel de parede é vinílico e lavável para facilitar a higienização. Todo o projeto foi elaborado em conjunto com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, manutenção, hotelaria e arquitetura pensado no bem-estar do paciente. São quartos alegres, funcionais, com tecnologia e o que há de mais moderno em design.

– Pensando na segurança do paciente, o chuveiro de banho e a ducha higiênica foram desenvolvidos pelo fabricante especialmente para o IBCC com material liso de fácil higienização que impede o acúmulo de sujeiras reduzindo os riscos de infecções.

– Os lavatórios são de material corian termomoldável e não é poroso, impedindo a formação de cantos para não acumular sujidades. A iluminação em todo o setor de led traz mais aconchego, sustentabilidade e economia em energia elétrica.

– ar-condicionado com filtro total e pressão positiva – impede a entrada de fungos e bactérias;

– hospital-dia (destinado exclusivamente aos pacientes de TCTH) – possibilita o atendimento de pacientes transplantados que precisam de medicamentos, porém, sem a necessidade de internação convenciona;

– isolamento total da Unidade de TCTH – possui entrada exclusiva para os pacientes, visando diminuir o contato destes com os demais pacientes do hospital e até mesmo com outros profissionais de Saúde, reduzindo o risco de infecção hospitalar.

No Setor de Radioterapia, os pacientes são submetidos ao tratamento por meio dos mais modernos equipamentos disponíveis para a especialidade. Três Aceleradores Lineares estão à disposição para atender a demanda do hospital. O Acelerador Linear planeja o tratamento de forma a emitir radiação apenas nas células doentes, preservando as células saudáveis.

O setor de Quimioterapia do IBCC acomoda 19 confortáveis poltronas para os pacientes e seus acompanhantes. O local oferece ainda monitores de TV, internet wi-fi e revistas para que os pacientes possam se entreter durante as aplicações da Quimioterapia. Aqueles que desejarem mais privacidade, têm a opção de fechar a cortina em volta de sua cadeira e desfrutar de um ambiente mais intimista. Além de todo o conforto oferecido ao paciente, o que ele encontra no setor de Quimioterapia do IBCC é algo muito mais valioso: atenção e humanização.

Quando a pessoa clicar nos outros tipos de tratamento deve abrir um link com a definição de cada que segue abaixo.

Braquiterapia é o tratamento radioterápico aplicado internamente, ou seja, ele pode ser temporário ou permanentes na forma de sementes implantadas dentro do tumor.

A vantagem desse tipo de tratamento é a possibilidade de se empregar uma dose elevada, em curto espaço de tempo, e em volume de tecido pequeno, o que resulta em poucos efeitos nos tecidos vizinhos, já que o alcance da radiação é muito reduzido. O implante é colocado sob anestesia, e os moldes podem ser colocados sob anestesia local e em algumas situações sob sedação.

Hormonioterapia é o tratamento com medicamentos que inibem a atividade de hormônios que possam interferir no crescimento de um tumor.

O câncer de mama e o câncer de próstata são tumores que estão correlacionados com os nossos hormônios; portanto, se utilizarmos inibidores de hormônio, ou mesmo hormônios que competem entre si, podemos alcançar o controle da doença.

A hormonioterapia geralmente é por via oral, fácil de ser administrada e com poucos efeitos colaterais. Pode ser empregada apenas como tratamento complementar ou também com finalidade paliativa.

A Iodoterapia, terapia com iodo radioativo, é usada no controle de tumores na glândula tireóide. O objetivo deste tratamento, que combate às células cancerígenas presentes na tireóide, é destruir as funções das células comprometidas que ainda restaram após a cirurgia (tireoidectomia).

O iodo radioativo é administrado por via oral. As quantidades serão determinadas pelo médico responsável pelo tratamento. Para doses acima de 30mCi (medida de atividade radioativa), é necessária a internação por alguns dias, para evitar a exposição de outras pessoas desnecessariamente. As mulheres devem constatar que não estejam grávidas, antes de receber o tratamento.

Também é necessário jejum duas horas antes de receber a dose de iodo. Em alguns casos, será recomendada uma dieta pobre em iodo por alguns dias antes do tratamento, entretanto, o procedimento adequado deverá ser recomendado pelo endocrinologista.

É recomendado que, antes da Iodoterapia, que o paciente esclareça todas as suas dúvidas sobre o tratamento com seu médico.

A equipe de fisioterapia visa a prevenção, manutenção e recuperação da saúde e da capacidade funcional e também a qualidade de vida do paciente oncológico. Para isso está presente 24 horas por dia, nas Unidades de Internação, Unidade de Terapia Intensiva, Cuidados Paliativos e TCTH, atendendo as necessidades dos pacientes internados que precisam de cuidados respiratórios e motores.

No ambulatório, é oferecido ainda acompanhamento individualizado e em grupo, com encaminhamento médico e agendamento prévio.

O fonoaudiólogo hospitalar contribui de forma direta com a recuperação do paciente oncológico, prevenindo e reabilitando as possíveis afecções relacionadas com a dificuldade de alimentação no período de internação hospitalar e ambulatorial. O objetivo do trabalho é garantir a segurança do paciente com a aplicação de protocolos e integração com a equipe multidisciplinar. A equipe de fonoaudiologia do IBCC está presente diariamente nas unidades de internação e ambulatórios com horário marcado após encaminhamento médico, para prevenir, avaliar, reabilitar ou readaptar as funções alteradas pela patologia. A participação do fonoaudiólogo hospitalar minimiza o tempo de internação, facilita a evolução do tratamento e melhora o dia a dia do paciente, proporcionando maior qualidade de vida e reinserção social.

Com o objetivo de proporcionar um atendimento integral, o IBCC conta com uma equipe de psicólogos que oferecem suporte emocional em todas as unidades da instituição. O atendimento é realizado individualmente conforme a necessidade apresentada. O foco é a compreensão de vivências que lhe causam sofrimento neste processo de hospitalização e/ou enfrentamento no tratamento oncológico, momento este de mudança na vida de pacientes e familiares.

Para isso o serviço está a disposição nas unidades de internação a pedido da equipe ou paciente e familiares, e nos ambulatórios mediante encaminhamento e agendamento prévio.

Chefe do departamento:

Dr. Lafayete Willian Ferreira Ramos
CRM 53240
Formado pela Universidade Federal Juiz de Fora (MG) em 1985, residente em Medicina Interna em 1987, e em Cardiologia (coronária) pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia em 1990. Doutor pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Membro titular da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB)

O Serviço Social visa detectar possíveis situações sociais que estejam interferindo no tratamento, informar sobre os direitos dos pacientes oncológicos, previdência social, recursos da comunidade e orientação de exames externos.

O atendimento é realizado nas unidades de internação a partir de acionamento da equipe ou a pedido do paciente ou familiares. No ambulatório é possível agendar uma consulta de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

A Terapia Ocupacional é a área de Saúde responsável pelas atividades humanas, planejamento e organização do cotidiano (dia a dia), possibilitando melhor qualidade de vida. Ela atua em desenvolvimento, educação, emoções, desejos, habilidades, organização de rotina, utilizando de recursos adaptativos para facilitação e economia de energia nas atividades cotidianas. Todas estas ações têm o objetivo de aumentar a autonomia e independência de seus pacientes.

O atendimento da terapia ocupacional está disponível para todos os pacientes internados na instituição a partir da solicitação da equipe.

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