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Qual a influência dos hábitos alimentares na prevenção do câncer?

2 de setembro

Estudo americano atesta que mais de 5% dos casos novos de câncer estão associados a dieta inadequada.

Um estudo publicado nos Estados Unidos (Zhang F F, et al 2019. JNCI Cancer Spectrum (2019) 3(2)), nesse ano, investigou durante os últimos quatro anos os hábitos alimentares de mais de 80 mil americanos, com idade acima de 20 anos, e mostrou que cerca de 5,1% dos novos casos de câncer estavam associados a dieta inadequada. “O que eles chamaram de dieta inadequada foi o baixo consumo de frutas (menor do que 300g/dia), legumes e verduras (menos do que 400g/dia) e grãos integrais (menor do que 125g /dia) e a alta  ingestão de carnes processadas, produtos industrializados e bebidas açucaradas, porém, os autores não deixam claro qual seria essa alta ingestão que causaria esses riscos”, explica Jaqueline Nunes, nutricionista do IBCC Oncologia.

Mas segundo o World Cancer Research Fund (WCRF, 2018), deve-se evitar o consumo de bebidas açucaradas, e não há recomendação para o uso de adoçantes, principalmente porque a literatura não apresenta dados suficientes para uma recomendação segura.

Sobre carnes vermelhas e processadas, não se deve evitar completamente o consumo, pois é fonte valiosa de nutrientes como proteínas, ferro, zinco e vitamina B12. A recomendação de consumo semanal é de 350g a 500g, evitando enlatados, embutidos e condimentados.

Ainda segundo o estudo americano, o maior número de casos de câncer associados à má alimentação foram os de cólon, reto, boca, faringe, laringe, útero e de mama. Estima-se que mais de 80.000 novos casos de câncer, em adultos, registrados no ano de 2015, nos Estados Unidos, foram associados a fatores dietéticos. Os autores citam estudos que sugerem consumir, no mínimo, 100 gramas de vegetais por dia, como fator protetor para redução do risco de câncer oral em 9%. Além de estimar associações diretas da dieta com o câncer, independente da obesidade. O estudo publicado por Zhang e colaboradores também relacionou que o alto consumo de bebidas açucaradas na infância pode aumentar o risco de câncer na vida adulta e ocasionar a obesidade. Mas não há menção das quantidades que estão relacionadas a esse risco.

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