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II Workshop da Qualidade do IBCC trata a 4ª Revolução Tecnológica e seus Impactos na Qualidade da Assistência

12 de fevereiro

Evento reuniu mais de 140 pessoas e discutiu experiência do paciente, redução de eventos adversos, mortalidade e taxas de infecções a partir de recursos tecnológicos

 “Como trabalhar para minimizar os eventos adversos relacionados à assistência à saúde, uma vez que é a terceira causa de morte nos EUA, perdendo apenas para o câncer e as doenças cardiovasculares?”. Foi com esse questionamento que a diretora executiva do IBCC, Joyce Romanelli, propôs uma reflexão de abertura durante o II Workshop da Qualidade promovido pelo IBCC. “O evento é uma oportunidade de reunir profissionais de todas as áreas do ambiente hospitalar para firmarem e reafirmarem o compromisso para com a segurança do paciente”, destacou a executiva.

Na programação, a diretora de práticas assistenciais, Suzana Mosquim, abordou a saúde 4.0 que incorpora a digitalização de dados clínicos, médicos e laboratoriais implementando mecanização de vários processos manuais, como por exemplo: a telemedicina, que vem para auxiliar, por exemplo, numa assistência que não seja possível em determinada situação de necessidade para o paciente naquele momento. “Ela não substitui a interface humana, mas enriquece essa interação transferindo tarefas comuns para a tecnologia melhorando os resultados nos pacientes”, destacou a diretora. No IBCC, foram incorporadas tecnologias de checagem beira leito e NEWS para alertar profissionais a partir da monitorização dos sinais vitais do paciente quando há risco de acionamento de código amarelo (urgência).

  • A era digital na perspectiva dos processos e na segurança de dados

Tiago Damasceno, abordou do conceito à prática assistencial dentro de um hospital digital e lembrou como a revolução tecnológica tem uma velocidade superior à das revoluções passadas e que a forma de nos relacionar sofreu modificações com fatores de maior impacto nas mudanças regulatórias, tecnologias inteligentes, novos negócios e pacientes empoderados. “Menos de 30% das empresas se consideram preparadas para o relacionamento tecnológico com seus clientes. É preciso equilibrar inovação e operação a fim de salvar mais vidas”, afirmou Tiago.

O Dr. Ivan Paiva trouxe a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados – falou sobre as boas práticas de segurança da informação que passam a ser obrigações legais. “Apenas 37% das empresas estão preparadas para ataques cibernéticos e quando a empresa sofre um ataque, em média, demora-se 6 meses para  ser descoberta”, explica o dr. Ivan. Com a nova LGPD de agosto/2018, além da preparação para eventos negativos, haverá uma modificação na forma de se obter dados de clientes. “Só poderão ser colhidos dados que sejam de legítimo interesse para a empresa e para o cliente, apenas com o consentimento informado. E essa mudança deve ser um projeto abraçado pela diretoria geral da empresa por envolver tecnologia, processos e governança”, completou.

A coordenadora da Qualidade do IBCC, Fabíola Gonçalves, apresentou o projeto do IBCC que enfatiza a importância da qualidade nos processos e experiência do paciente chamado “Projeto Ponta à Ponta”, alinhando diferentes pessoas, processos e culturas através de um pensamento sistêmico para uso das tecnologias. “A ideia é que passemos mais tempo fazendo análise da linha do cuidado ao paciente e menos tempo tabulando informações. O novo projeto analisa setores de ponta a ponta mapeando as linhas de processo da instituição e a partir desse redesenho tomamos novas decisões”, exemplifica Fabíola.

  • A experiência do paciente na era tecnológica

O conceito de experiência do paciente e a interface digital foi tema abordado por Kelly Rodrigues, diretora executiva da Patient Centricity Consulting. “No próximo ano serão criados 33% de novos empregos que ainda não existem e temos que encarar a tecnologia não como uma perda de empregos, mas como oportunidade de criação de novos, precisaremos nos adaptar, afinal, o que a tecnologia não é capaz de substituir?”, destacou.

Cerda de 80% das decisões têm como fator a experiência, 87% são definidos por experiência de pessoas passadas que auxiliam na decisão e 78% das pessoas pagariam mais se tivessem uma experiência encantadora e memorável. Kelly abordou como as instituições de saúde devem trabalhar no sentido de dividir as decisões clínicas junto de seus pacientes e familiares. “As dimensões da experiência do paciente se faz com a tríade: sucesso, esforço e emoção. O Sucesso significa  ser bom tecnicamente, com o menor esforço menor possível e a emoção positiva. A memória da experiência é 5% racional e 95% emocional”, acrescenta.

Dr. Paulino Gomes, consultor médico da Added Soluções em Tecnologia da Informação apresentou dados relativos ao esforço pessoal e sobre como devemos escravizar a tecnologia. “De 35% a 50% da folha de pagamento da assistência é destinada à atividade meio a não à atividade fim. É preciso criar soluções para suprir essas atividades humanas dando mais espaço ao contato e tempo com o paciente”, analisou.

  • Programa Vida Plena

Gislaine Villarta, coordenação da farmacovigilância da Libbs FarmaCcêutica apresentou o Programa Vida Plena, pioneiro no acompanhamento ativo da segurança dos pacientes em tratamento de câncer com medicamento biossimilar no Brasil. O programa contribui para a segurança, qualidade de vida e bem-estar e oferece conhecimento para os profissionais de saúde que atuam em oncologia.

  • Relato de Caso – O Robô Laura

Conhecida por reduzir a mortalidade por sepse nos hospitais brasileiros, o Robô Laura, nome em homenagem à filha do criador, Jacson Fressato, que foi a óbito após 18 dias do nascimento prematuro por sepse, foi apresentado pela Maria Luiza, Costumer Service e Research da Laura. Os dados mostram que a sepse é a causa de mais de 50% das mortes em hospitais no Brasil. Em média, demora-se 13h para diagnosticar a sepse e que, a cada hora aumenta-se em 7% a chance de morte, conforme literatura. O Robô Laura monitora os dados do paciente em prontuário em tempo real captando informações do paciente a cada 3,8 segundos, determinando o risco do paciente desenvolver ou não a sepse, usando Machine Learning e emitindo alertas para a equipe assistencial para providências. O robô usa tecnologia cognitiva e já possui banco de dados de mais de 1 milhão de pacientes. “Com a Laura é possível maior assertividade na previsão da deterioração clínica e uma resposta rápida com otimização do tempo para prescrição de antibióticos, fundamental para salvar vidas quando falamos em sepse. Os resultados da Laura indicam redução de 13h para 2h o tempo de identificação para intervenção e de 30% para 22% as mortes em instituições de saúde”, destaca Maria Luiza.

  • Relato de Caso – WeCancer

Após perda da mãe por câncer, o mineiro César Filho, de apenas 26 anos, criou um aplicativo para pacientes com câncer. O WeCancer se apresenta como a companheira de jornada digital no tratamento de pacientes com câncer contribuindo no controle e acompanhamento dos sinais, sintomas e uso de medicamentos fazendo assim a gestão do cuidado fora do centro de tratamento. A ferramenta expandiu no país e já conta com grandes hospitais que aderiram ao aplicativo.

  • Gestão Corporativa – Interface entre as Unidades do IBCC

Numa mesa redonda, gerentes das Unidades Mooca (Viviane Zan), Jaçanã (Liza Fagundes), Lilian Ramos (Vila Mariana), Itu (Leonardo Santiago) e Joyce Romanelli (mediadora e representante da Unidade Formosa), debateram sobre como o IBCC pode criar um modelo de governança para ter uma “cara única”. Com a participação de Luiz Sedrani, Sócio-Diretor da empresa Stratex, foram discutidas a importância de se criar processos compatíveis a todas as Unidades como estruturar as unidades para as necessidades particulares, uma vez que elas vivem perfis diferentes com demandas diferentes e sobre como a tecnologia pode se transformar em vantagem competitiva. Cada gerente analisou os benefícios de cada tipo de tecnologia adaptada e ideal ao seu negócio.

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