Seja bem-vindo(a), hoje é Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019

Hoje é comemorado o Dia do Desafio e nós temos uma bela história de superação e realização para dividir com você.

Thaís Pagano, 38 anos, Professora Universitária Mestre em Serviço Social pela PUC/SP e Doutoranda em Serviço Social pela PUC/SP, foi diagnosticada com linfoma cerebral e comemora a reta final de seu doutorado junto ao tratamento no IBCC.

Quando ela teve o diagnóstico iniciava o segundo ano do doutorado em Serviço Social na PUC/SP. Nele, estudou as contribuições do filósofo francês chamado Michel Foucault para o assistente social. Nessa ocasião, diante do severo tratamento, pensou em parar o doutorado, mas teve grande incentivo de sua orientadora Prof.ª Dr.ª Maria Carmelita Yazbek para continuar. “Eu já tinha cumprido os créditos exigidos em 2017 e em 2018 intensifiquei minhas leituras na compreensão do pensamento de Foucault e sobre a profissão de Serviço Social. Essa foi minha melhor decisão, pois diante da inevitável solidão do tratamento, os estudos me fizeram uma bela companhia e foram meus grandes aliados no enfrentamento da doença. É evidente que os desafios foram imensos diante da debilidade causada pelas intervenções terapêuticas, porém as batalhas foram e estão sendo vencidas”, destaca Thaís.

Ela ficou internada no IBCC seis meses no ano de 2018, um longo e doloroso período, marcado por várias intercorrências provocadas pelos fortes ciclos de quimioterapia, idas e vindas da UTI e várias comorbidades. “No início, demorei para assimilar o diagnóstico e sentia-me completamente sem chão. Seguramente, muitos sentimentos me invadiam, como incerteza, ódio, medo, tristeza… Aos poucos, fui me desafiando, em meio ao furacão, a exercer minha resiliência e a ressignificar o que estava vivenciando… Passei a acreditar, com a ajuda de toda a equipe de profissionais/voluntários do IBCC e com o fiel e ininterrupto apoio de familiares e amigos, que era possível e necessário obter valiosas lições dessa grande experiência”, complementa.

É inegável que a doença provocou profundas reflexões sobre a vida e suas relações. “Uma vez que o diagnóstico era real, concreto e inalterável, esse contexto alimentou minha força e meus mecanismos de resistência na luta para superar as dores e sobreviver. O tumor foi completamente combatido e hoje sigo em acompanhamento ambulatorial na hematologia do IBCC. Meu processo de reabilitação é contínuo, pois cotidianamente, luto com as limitações decorrentes de todo o meu tratamento. Sinto-me hoje como a Fênix, pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas”, finaliza Thais que deixou uma frase e um belo sentimento de superação.

“Como disse Guimarães Rosa, o correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Ou ainda como disse Manoel de Barros Quem anda no trilho é trem de ferro. Sou água que corre entre pedras” – liberdade caça jeito.

 

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