Instituto Brasileiro de Controle do Câncer
Dr. Marcelo A. Calil
Diretor-médico
CRM/SP 71859

Ginecologia

As informações contidas nesta página são orientações gerais. Elas nunca devem substituir as especificações feitas pelo médico para o seu caso.

1.O que é Ginecologia?

É a área da Medicina que estuda as doenças do aparelho genital feminino.

2.Quais os tipos de câncer genital mais comuns nas mulheres?

São eles (em ordem de freqüência): câncer do colo do útero, do corpo do útero, dos ovários, da vulva e da vagina.

3.Quais são as principais causas dos cânceres ginecológicos?

Os cânceres ginecológicos vêm adquirindo características relativas à vida contemporânea, como: início precoce da atividade sexual, uso de anticoncepcionais, gravidez em idade mais avançada, fumo, bebidas alcoólicas, dieta alimentar inadequada, sedentarismo, entre outras. A falta de higiene pessoal e de atendimento básico de saúde também contribui para o aparecimento da doença. Além desses fatores, a contaminação pelo Papilomavírus Humano (HPV, por sua sigla em inglês) também tem aumentado as estatísticas desses tipos de tumores.

4.Os cânceres ginecológicos podem ser hereditários?

Sim. As mulheres com casos de câncer na família (mama, ovário, endométrio) devem estar atentas e procurar por um médico especialista com mais freqüência.

5.Como podemos prevenir o câncer do colo uterino?

Estima-se que 99% dos casos de câncer do colo do útero sejam causados pelo HPV, transmitido nas relações sexuais. Assim, as principais medidas preventivas são o uso de preservativos nas relações sexuais e a visita regular ao ginecologista para a realização do exame de Papanicolau.

6.O câncer do colo do útero tem cura?

Sim. O câncer do colo uterino é um dos mais fáceis de ser diagnosticado e, se for diagnosticado precocemente, o tratamento é curativo em cerca de 90% dos casos. Para isso, é extremamente importante a visita regular ao ginecologista e a realização anual do exame Papanicolau.

7.Quando as mulheres devem iniciar as visitas ao ginecologista?

A partir dos 18 anos ou em qualquer idade, desde que tenham iniciado sua vida sexual.

8.Como é feito o tratamento do câncer do colo do útero?

O tipo e a extensão do tratamento vai depender da fase ou estágio em que se encontra a doença na época do diagnóstico. Pode variar da simples retirada do colo do útero, que pode ser feita sob anestesia local, até uma histerectomia radical ou a radioterapia, que são tratamentos mais extensos.

9.Quais são as chances de cura do câncer do colo do útero?

Depende do estágio da doença e dos recursos disponíveis para o tratamento adequado. Tumores nos estágios iniciais (I) têm chance de cura de 85% a 100% se tratados com cirurgia ou radioterapia; já os tumores do estágio III têm apenas 50% de chance de cura e são tratados com radioterapia.

10.Quais são os sintomas do câncer do colo do útero?
Um dos sintomas mais freqüentes é o sangramento vaginal imediatamente após a relação sexual. Outras vezes pode ocorrer apenas um corrimento avermelhado e/ou malcheiroso. Porém, nas fases iniciais não costuma haver sinais ou sintomas e, por isso, é importante fazer o exame anual para que se descubram, em fase inicial, os tumores ou as alterações que podem levar a um câncer.

11.O que é o endométrio?

Endométrio é a camada mucosa que reveste internamente o útero e que descama naturalmente durante as menstruações.

12.O câncer do endométrio é comum entre as mulheres?

O câncer do endométrio está em segundo lugar na lista entre os cânceres ginecológicos mais comuns entre as mulheres.

13.Quais são as mulheres mais propensas a desenvolver o câncer do endométrio?

O câncer do endométrio é mais incidente nas mulheres na menopausa, obesas e nas diabéticas, indicando a necessidade de cuidados especiais com a alimentação. Ele também está intimamente ligado aos níveis hormonais. Sendo assim, as mulheres que porventura tenham feito algum tipo de tratamento com hormônio não-controlado devem estar atentas.

14.Quais são os sintomas do câncer do endométrio?

O sintoma mais comum de algum problema no endométrio é o sangramento desregular na mulher que já tenha parado de menstruar.

15.Como é feito o diagnóstico do câncer do endométrio?

Para o diagnóstico é necessária a coleta de material da cavidade do corpo do útero que pode ser realizada por meio de uma histeroscopia ou pela curetagem uterina.

16.Como é o tratamento do câncer do endométrio?

O tratamento básico é o cirúrgico, com a retirada do útero e dos ovários, além dos linfonodos (gânglios linfáticos) regionais. Indica-se a radioterapia para situações especiais, com o objetivo de reduzir o risco de retorno (recidiva) da doença.

17.Quais são as chances de cura do câncer do endométrio?

São grandes. Cerca de 80% dos casos diagnosticados são curados com o tratamento adequado.

18.Como é diagnosticado o câncer de ovários?

Terceiro colocado entre os cânceres ginecológicos mais incidentes, o câncer de ovário é de difícil diagnóstico, já que sua evolução é "silenciosa". Os primeiros sintomas costumam aparecer depois de um estágio já avançado da doença.
Por isso, é imprescindível a visita regular ao médico, pois qualquer aumento do volume dos ovários após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado.

19.Como é feito o tratamento do câncer de ovários?

Normalmente esse tratamento é cirúrgico e seguido de quimioterapia. Como esses tumores têm uma tendência de se espalhar pela cavidade do abdome, as cirurgias costumam ser muito amplas, mas são necessárias para que a quimioterapia tenha um efeito melhor.

20.As mulheres submetidas à cirurgia para a retirada do câncer de ovários devem fazer uso da Terapia de Reposição Hormonal (TRH)?

Normalmente as mulheres submetidas à retirada dos ovários podem fazer uso do TRH, mas esse procedimento deve ser discutido criteriosamente com seu médico.

21.O câncer de ovários tem cura?

Todos os tipos de câncer ginecológico têm um potencial de cura. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será a chance de controle da doença. Como o câncer de ovário geralmente é descoberto em fases consideradas avançadas da doença, as taxas de cura (média de 50%) são menores do que a de outros tumores ginecológicos.

22.O que é HPV?

A infecção genital pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a doença sexualmente transmissível mais freqüente na população feminina sexualmente ativa. Calcula-se que, no Brasil, de 10 a 40% das mulheres que se incluem nesse perfil sofram dessa infecção. Apesar de menos de 1% das infectadas desenvolverem efetivamente o câncer de colo uterino, a doença representa no Brasil a terceira causa mais freqüente de câncer entre as mulheres, atrás apenas do de pele não-melanoma e do de mama.
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