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Dia Internacional da Pesquisa Clínica: quais as vantagens e como fazer parte de um estudo?

No próximo domingo, dia 20, comemora-se o Dia Internacional da Pesquisa Clínica e o IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer) comemora os avanços que a medicina tem vivenciado em prol do bem estar do paciente. A pesquisa clínica tem aspectos relevantes, suas particularidades, necessidades e importância para a sociedade. “O que todo profissional do IBCC precisa saber é que as pesquisas podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa. E é fundamental que ele compartilhe isso para que posteriormente possa se transformar em algum estudo de relevância para todos”, destaca Juliana Mauri, coordenadora administrativa do Centro de Estudos e Pesquisa Clínica do IBCC. Em 2017, foram recrutados no IBCC 52 pacientes para estudos inspecionados por órgãos regulatórios como FDA e ANVISA.

Atualmente existem 11 trabalhos em andamento e ainda mais 19 em processo de análise no IBCC. Os trabalhos são categorizados como Estudos de Iniciativa do Investigador, já que devem partir do próprio profissional quando percebe qualquer questionamento que necessita ser esclarecido. Quem explica é a Analista de Pesquisa Clínica, Alayne Domingues Yamada. “São feitas análises estatísticas, coleta de dados, avaliação se o projeto é viável ou não, sempre tendo como base as questões regulatórias e os princípios científicos. Uma comissão ajuda na busca por um caminho a seguir, antes de vermos a viabilidade para realizar a pesquisa. Esses estudos podem ser realizados por qualquer profissional do IBCC, sempre pautados por dimensões éticas do serviço de saúde e da vida”, explica.

O médico oncologista e coordenador médico do Centro Pesquisa Clínica, Dr. Felipe Cruz, destaca os avanços nos tratamentos para se obter melhores resultados para a saúde dos pacientes. Os principais estudos são para neoplasia de mama, mas há um crescimento também em estudos sobre o câncer de próstata e de pulmão. “Os novos tratamentos utilizados no combate ao câncer aumentaram a sobrevida dos pacientes mesmo com doença avançada. A taxa de cura varia de acordo com o tipo de neoplasia, mas estima-se que ao todo, 60% dos pacientes diagnosticados com câncer apresentam um controle duradouro da doença ou mesmo a cura”, revela o médico. 

Evidências

O caso de Dona Francisca Iraci de Moura Vieira, que descobriu um câncer de mama metastásico, com diagnóstico que indicava expectativa de vida de 1 ano, pode ser citado como um entre vários de sucesso nos estudos do IBCC. Ela está há quase 7 anos em tratamento, desses 7, há 4 através de um protocolo de pesquisa clínica, quando começou a usar uma medicação 2 anos antes de ser registrada no Brasil e liberada para uso. O câncer em estágio avançado quando descoberto não abalou sua autoestima: ela gosta de passear e ir ao shopping levando uma vida normal. O quadro é considerado estabilizado e controlado. Ela tolerou muito bem o tratamento, seguindo-o de forma completa. Além de fazer quimioterapia de dois em dois meses, passa em consultas, exames laboratoriais e de diagnóstico por imagens. 

“Para mim, poder participar de um tratamento com protocolo de pesquisa foi uma oportunidade. Nunca me abati diante da doença e acredito que as pessoas precisam saber mais sobre as pesquisas. Não podemos deixar que a doença nos controle, nós que devemos controla-la. Aqui além do tratamento excelente, recebo muito carinho e atenção de todos”, declara Dona Francisca.

Como um paciente pode manifestar sua vontade em fazer parte de uma pesquisa?

Caso um paciente tenha o interesse em participar de um protocolo de pesquisa clínica (pode ser paciente de fora do IBCC) para realizar o seu tratamento, deve nos encaminhar, através do e-mail recrutamento.pesquisa@ibcc-mooca.org.br, os exames comprobatórios do diagnóstico e um relatório médico para que então possamos avaliar se ele/ela possui todos os critérios de segurança para tomar a droga do estudo. Em caso positivo, entraremos em contato com o paciente para o agendamento de uma consulta com a equipe médica do Centro de Pesquisa Clínica, para a abordagem sobre o estudo clínico proposto.

Quais as particularidades desse tratamento via protocolo?

Não podemos falar em vantagens ou desvantagens nesse momento, pois estamos tratando de um estudo clínico que ainda não foi concluído. O que podemos afirmar é que o tratamento proposto não trará prejuízos aos sujeitos de pesquisa, alinhado com o tratamento padrão oferecido. O paciente de pesquisa clínica possui um acompanhamento mais assíduo devido à necessidade do estudo clínico.

São oferecidos benefícios? 

No Brasil, por questões éticas, não podemos oferecer aos pacientes ajuda ou qualquer remuneração em dinheiro, para que em troca o mesmo participe de um protocolo de pesquisa clínica. Devido à necessidade de o paciente de pesquisa ter que vir mais vezes a instituição, na maioria das vezes, o patrocinador do estudo auxilia-os com o reembolso dos valores gastos com passagem e alimentação.

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